terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Turismo

Turismo sustentável é uma alternativa ecologicamente correta

Cinco  estrelas recicláveis


Quando você pensa em viajar, que tipo de hotel passa pela sua cabeça? Um luxuoso resort cinco estrelas ou uma pousada simples e aconchegante? Independente de qual for a sua preferência, um importante critério que deve ser considerado na hora de fazer as malas é se o hotel escolhido realiza uma gestão ambiental em prol do turismo sustentável.
Assim como qualquer aspecto do desenvolvimento sustentável, o turismo deve se manter sobre um tripé: economia, sociedade e meio ambiente devem ser igualmente atendidos e respeitados. Algumas medidas que levam a um turismo de equilíbrio são a inclusão da mão de obra local,preservação do patrimônio histórico e cultural, cuidado com o meio ambiente, entre outros.     Dentro do turismo sustentável, os hotéis e pousadas ganham importante papel. Incluir ações de preservação ambiental, tanto na construção do prédio quanto no cotidiano, e
participar de projetos sociais que auxiliem a comunidade local são alguns dos quesitos necessários para se tornar um estabelecimento sustentável.      Segundo o arquiteto Lêoncio Pedrosa, existem inúmeras construções ecologicamente corretas, que podem se valer  de materiais muito parecidos com os tradicionais. Telhas verdes, feitas com fibra vegetal, painéis de energia solar, pisos de materiais orgânicos como o bambu, tintas, vernizes e texturas ecológicas, tubulação em PET reciclado, e mais uma diversidade de materiais são indicados pelo arquiteto para se investir em um ambiente sustentável. “Acredito muito na
sustentabilidade, na harmonia que deve existir entre o homem e o seu meio ambiente, nunca esquecendo que o homem é a parte principal do sistema sustentável.”, afirma Pedrosa.  Jamir Júnior, que trabalha há cinco anos com meios de hospedagem, acredita que os hotéis que tenham programa de coleta seletiva, aproveitamento de água da chuva, utilização de fontes de energia alternativas, entre outros, podem ser considerados sustentáveis. A pousada Telhado
Verde (www.telhadoverde.com) é um bom exemplo de meio de hospedagem diferenciado. O aquecimento solar garante água quente, sem a necessidade de chuveiros elétricos; toda
a água utilizada na pousada é reaproveitada na manutenção dos jardins; processos de reciclagem e compostagem eliminam resíduos e a utilização de produtos naturais na limpeza são algumas das regras dessa pequena pousada de Búzios, Rio de Janeiro.
A Telhado Verde já foi premiado várias vezes e, em 2010, foi selecionada para exemplo em sustentabilidade ambiental pelo projeto de Benchmarking em Turismo do Ministério do
Turismo. Segundo o sócio-gerente da pousada, Maurício Barbosa, existe um programa de incentivo ao envolvimento e formação dos funcionários, através de reuniões de conscientização, e também de fornecedores e prestadores de serviços locais. Além disso, eles também divulgam para os hóspedes cuidados simples que podem contribuir para um
meio mais equilibrado. “A hoteleria pode até zerar os seus impactos ambientais, é apenas uma questão de mudança de paradigma.”, garante Barbosa.

por Regiane Folter - regianefolter@hotmail.com

Revista Sustentabilidade OFFLINE

Sacola plástica e aí....

De 450 anos para 180 dias  -  Parece bastante, né? Pense
Quando você vai ao supermercado fazer a compra do mês, quantas sacolinhas plásticas você usa para guardar suas compras? Muita gente nem imagina que, ao final de um ano, consumiu 3 kg de sacolinhas. Essa estatística é da Associação Paulista de Supermercados, que traz outrabiodegradável tem a mesma aparência que a de plástico e pode ser usada da mesma forma. A diferença está na
informação surpreendente: no estado de São Paulo são consumidas 29,4 bilhões de sacolinhas por ano.
Parece bastante, né? Pense agora em onde estão todas essas sacolinhas; com certeza, muitas delas já foram para o lixo e estão em um processo de decomposição que pode levar, segundo a UNICEF, cerca de 450 anos para terminar. Durante todo esse tempo, o plástico está lotando os aterros sanitários e poluindo solo e rios. Algumas tecnologias tentam diminuir o tempo que o plástico fica na natureza, como as sacolinhas biodegradáveis.
O plástico possui muitas vantagens: é um produto leve, maleável, resistente e que pode ser reciclado. Infelizmente, de acordo com o professor de Design da Unesp Osmar Rodrigues, apenas 3% de todas as sacolas são recicladas.
Os outros 97% estão por aí, fazendo um estrago no meio ambiente. “O fato de estar no formato de sacolinha não afeta a intensidade do impacto”, garante o professor de Engenharia Química da USP Gil Anderi.
Como o uso das sacolinhas já se tornou trivial, afinal são usadas para carregar objetos e levar o lixo pra fora, a jornalista Katarini Miguel não acha que a população vai se conscientizar apenas através de campanhas educacionais e palestras. “O brasileiro só começa a tomar atitude quando
existe uma lei, porque do contrário é muito difícil sair da zona de conforto”, afirma ela.
O jeito foi apelar pra legislação e em setembro de 2008 o vereador Moisés Rossi (PPS) criou um projeto de lei que proíbe o uso de sacolinhas à base de polietileno no comércio de Bauru. A lei foi aprovada e deve entrar em vigor até o mês que vem, outubro. Segundo Rossi, a idéia é substituir
o plástico pela sacola biodegradável, uma versão que se decompõe em até 180 dias. Visualmente, a sacolinha
composição: a matéria-prima da biodegradável pode ser de origem vegetal, como amido de milho, ou ser uma mistura de
petróleo e um aditivo responsável por quebrar as moléculas do plástico em partes menores que servem de alimento aos microorganismos. No final, da sacolinha só resta dióxido de carbono, água e biomassa.
Outra opção é a sacolinha oxibiodegradável que, diferentemente da biodegradável, não depende da ação de bactérias ou fungos para se decompor. Através da ação do oxigênio, temperatura e luz solar, elas se dividem em milhares de pedacinhos até virar pó. Apesar de também se decompor mais rapidamente, alguns especialistas alertam que esse resíduo pode contaminar rios e chegar até o lenço freático.
Seja qual for a forma que você escolher, o impacto no meio ambiente é quase inevitável, afinal tudo um dia se torna lixo.
Que tal deixar as sacolinhas de lado e comprar uma  ecobag?

por Regiane Folter - regianefolter@hotmail.com
Revista Sustentabilidade OFFLINE

O que é Sustentabilidade para você?

Sustentabilidade. Palavra bonita, não é mesmo? Sustentabilidade vem de sustentar, que por sua
vez vem do Latim SUSTINERE, “aguentar, apoiar, suportar”, de SUB-, “abaixo”, mais TENERE,
“segurar, agarrar”. ¹
Muito se tem usado essa palavra nos últimos tempos. Fóruns de discussão, debates, a mídia
veiculando notícias sobre o tema a todo instante, interesses públicos e privados que giram em
torno desse assunto... Tanta informação sendo disseminada ao mesmo tempo que acaba por
parecer uma realidade bem distante de você, rele mortal, certo? Errado!
A sustentabilidade é algo muito simples e que envolve a todos nós. Com atitudes simples para
nós, mas grandiosas para a humanidade (soa familiar, não?), juntos podemos salvar o planeta,
por mais que pareça clichê. E você não precisa tentar criar um apetrecho que transforme a água
salgada em água doce ou tentar tapar o buraco da camada de Ozônio com argamassa.
E então você se pergunta o que fazer. Fácil!
Você pode juntar as latas de alumínio consumidas na sua casa ou no seu prédio... Você pode
varrer a calçada ao invés de lavá-la, você pode lavar o carro utilizando um balde ao invés da
mangueira... Você pode até fazer xixi no banho! Por mais que soe estranho e nojento, acredite:
você estará economizando uma descarga por dia, aproximadamente 12 litros. Essa informação
foi tirada do site www.xixinobanho.org.br. O site é bem dinâmico, e lá você fica sabendo de tudo
sobre essa campanha, assim como as outras campanhas de sustentabilidade da Fundação
SOS Mata Atlântica, responsável por essa iniciativa. O próprio site disponibiliza links para
divulgar a ideia nas redes sociais. E se você vasculhar a internet, vai achar muitas outras ideias
interessantes e bem simples.
Não é um bicho de sete cabeças como pode parecer. Se você fizer a sua parte, partindo dessas
pequenas dicas, ou outras as quais você se identificar, você não se tornará um ativista chato que
sonha com um mundo melhor e mais colorido (e eu não estou fazendo alusão à certas bandas
por aí), eu prometo! Fazendo a sua parte, você pode contagiar as pessoas que estão ao seu
redor, e estas contagiarão as pessoas ao redor delas e assim sucessivamente, até formarmos um
ciclo vicioso voltado para algo bom. Porque de correntes e tirinhas engraçadas a internet está
cheia, concorda? Não que isso seja algo ruim. Nada melhor do que o bom humor nos dias de
hoje. E uma pessoa bem humorada e preocupada com o futuro do nosso planeta acaba valendo
por mais de uma, certo?
Então já que temos duas mãos, que tão colocarmos uma na consciência e a outra na massa?
¹ informação retirada do site http://www.origemdapalavra.com.br/
por Kaio Lopes - Letras - Universidade Nove de Julho

Mobilizar é necessário

É preciso mobilizar!
Um estudo feito pela Mobilize Brasil (www.mobilize.org.br) avaliou a mobilidade urbana de nove capitais brasileiras e o resultado não surpreende: Rio de Janeiro e Curitiba ficaram com os primeiros lugares. Há tempos as duas cidades vêm desenvolvendo políticas públicas de integração dos usuários de diferentes meios de locomoção. O Rio somou 7.9 pontos no estudo, já conta com aproximadamente 240 kms de ciclovias e têm tido um ótimo desempenho no transporte coletivo.
A segunda colocada, Curitiba, é conhecida nacionalmente pela excelente acessibilidade de seu sistema de transporte coletivo. Curitiba aliou design criativo à uma engrenagem que funciona de verdade. Os curitibanos são realmente orgulhosos do trânsito organizado, limpo e charmoso da cidade. A capital Brasília ficou em terceiro lugar no ranking com a nota 5,1 e a mineira Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Natal ficaram com notas entre 3 e 4.
Aos interessados em estudar como anda a mobilidade urbana brasileira, o trabalho é árduo.
Faltam dados, sobra buracracia e nem tudo é confiável. Algumas cidades brasileiras que padecem muito com o trãnsito (como Goiânia) não contam com fontes confiáveis (nem mesmo as oficiais) sobre o assunto mobilidade urbana.
Portanto, não é difícil concluir que o Brasil precisa pensar de forma mais assertiva a locomoção dentro dos espaços urbanos. Ciclistas, skatistas ou quaisquer outras pessoas que se locomovam pelas ruas do país precisam e têm o direito de ser integradas ao espaço urbano sem restrições e de forma digna.
Aline, a garota ciclistas das ruas paulistanas desabafa; “Precisamos legitimar usuários de outros meios de transporte nas ruas! Não precisa ter vias segregadas pra isso, precisa de informação, educação e principalmente punição a quem não obedece! Ameaçar a vida das pessoas com um automóvel, é crime! Pedestres e ciclistas são os mais frágeis nessa balança e pagam com a vida, por isso a importância de punir severamente que utiliza o carro como arma (ainda que “sem querer”).” E ela está certa.
Se continuarmos pelo mesmo caminho de cada vez mais carros, carros e carros pelas ruas das grandes cidades, em pouco tempo chegar em casa vai ser mais parecido com uma odisséia do que uma simples volta do trabalho. É hora de repensar os custos/benefícios do transporte particular e egoísta e, mesmo que seja devagar, colocar em prática nosso senso de coletividade.
Para começar é fácil, naquele fim de semana tranquilo, ao sair de casa para comprar pão, ou levar seus filhos ao parque, vá de bike, vá de skate! Pedale, inspire e respire o ar da sua cidade.
Faz bem para o corpo, faz bem para a mente e principalmente: alivia a sua cidade do peso e do
barulho dos automóveis.