terça-feira, 30 de novembro de 2010

REUNIÃO DA APA MANTIQUEIRA

OFÍCIO CIRCULAR Nº: 07 / 2010 / APA DA SERRA DA MANTIQUEIRA / ICMBIO

Às instituições componentes do
CONSELHO CONSULTIVO DA APA DA SERRA DA MANTIQUEIRA
Gestão 2008/2010

Itamonte, 30 de novembro de 2010.

Assunto:   IV Reunião Ordinária de 2010
                 
                  Prezados conselheiros e conselheiras,

1.               Dando seguimento aos trabalhos do CONAPAM, temos a honra de convocar as instituições componentes da gestão 2008/2010 para participarem da IV Reunião Ordinária de 2010, que se realizará no dia 10 de dezembro, sexta-feira, das 10:00h às 18:00h, no município de Passa Quatro-MG.
2.               Segue a pauta da reunião:
                  10:00h às 11:00h Composição da mesa, falas de boas vindas e apresentação dos presentes;
                  11:00h às 11:15h Apresentação da metodologia de trabalho, apresentação e aprovação da pauta; leitura e aprovação da ata da III Reunião Ordinária 2010;
                  11:15h às 11:45h – Apresentação sobre plano de manejo;
                  11:45h às 12:30h – Apresentação das regras para renovação e papel dos conselheiros;
                  14:00h às 16:00h – Reunião dos inscritos por segmento e eleição dos novos membros;
                  16:00h às 16:30h Apresentação dos novos conselheiros;
                  16:30h às 17:00h Informes e encaminhamentos finais:
17:00h às 18:00h  Encerramento e confraternização

3.               A reunião ocorrerá no auditório da Floresta Nacional de Passa Quatro, endereço abaixo. A equipe da APA da Serra da Mantiqueira está à disposição para qualquer informação adicional, no telefone 35 3363-2136, ou do endereço eletrônico: apaserradamantiqueira@yahoo.com.br.

                  Floresta Nacional de Passa Quatro
                  Endereço da Sede: Estrada do Taboão S/N, Cx. Postal 01, CEP: 37460-000
                  Telefones: (35) 3371-1356

                  Cordialmente,




Original Assinado
Clarismundo Benfica do Nascimento
Chefe da APA da Serra da Mantiqueira

A SUA SAUDE




21 conselhos das Universidades de Medicina:
Harvard e Cambridge
publicaram recentementeum compêndio com20 Conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual:

01- Um copo de suco de laranja

Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C.

02- Salpicar canela no café

(
mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).
03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral

O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco.
04- Mastigar os vegetais por mais tempo
.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham OS vegetais, melhor efeito preventivo têm.
05- Adotar a regra dos 80%:

Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.
06- LARANJA o futuro está na laranja,
que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.
07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris
.
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, Verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.
08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate.

Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando OS tomates estão em molhos para massas ou para pizza .
09- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente
.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.
10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória
...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.
11- Usar fio dental e não mastigar chicletes
.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.
12- Rir.

Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.
Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e OS anticorpos.

13- Não descascar com antecipação
.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.
14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando
.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.
15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.
16- Ter um animal de estimação
.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.
Os cães são OS melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche
.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.
18- Reorganizar a geladeira
.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tape ware escuro e bem fechado.
19- Comer como um passarinho
.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.
20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos:
" Pesquisa da Universidade de Bekeley”.
A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças?

21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida
: -comer chocolate.
Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio..
- pensar positivamente
..
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menosqueridos e mais amargos.
- ser sociável
.
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com afamília.
- conhecer a si mesmo
.
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidadede vida..
'Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...
É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:

'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!
"Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos".

Deus nos abençoe...



 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 
 



 


 



 



 


 



 








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A ESPECIE HUMANA

CARTA AOS SERES HUMANOS DE MENTES INSANAS

Em 1856 descobriu-se, perto da aldeia alemã de Neandertal, um crânio de aspecto simiesco, mas com capacidade cerebral de 1.600 a 2.000cm3. Classificou-se o achado como a transição para uma espécie mais evoluída, o Homo sapiens, de que o exemplar da Alemanha constituiu a subespécie Homo sapiens neandertalensis. Eram indivíduos de caixa craniana e rosto grandes, que teriam vivido no sul e no centro da Europa, assim como no Oriente Médio, entre 100.000 e 35.000 anos atrás. Supõe-se que o desaparecimento do homem de Neandertal resultou do predomínio da outra subespécie, o homem de Cro-Magnon, que procedia do Oriente.
       Os primeiros fósseis de Cro-Magnon (localidade do sul da França) têm cerca de 32.000 anos, mas é provável que tenham penetrado na Europa antes dessa data. Outra hipótese atribui a extinção do homem de Neandertal ao cruzamento entre as duas subespécies. Os dois tipos de esqueletos foram encontrados, praticamente juntos, no monte Carmelo, em Israel.
       O pleistoceno, que abrange o último 1,6 milhão de anos, caracterizou-se pelas cinco glaciações sucessivas que ocorreram sobre a Terra, intercaladas por quatro intervalos mais brandos. O homem atual, frágil e de corpo relativamente desprotegido, apareceu entre as duas últimas glaciações. Nas suas deficiências físicas encontrou o desafio que o seu grande cérebro enfrentou com êxito: aperfeiçoou a proteção contra as dificuldades e ameaças da natureza e inventou instrumentos para, de diversas maneiras, dominar o ambiente e diversificar suas condições de vida.
      Dominador, fortalecido pelo cérebro pensante, descobridor da vaidade, da ambição, do preconceito, da avareza, da hipocrisia, submeteu os outros seres, bem como, a água, a terra e o ar, aos seus ditames exploradores e criminosos. Sua saga destruidora, elevou-se para o infinito azul, distante dos nossos olhos, colocando lá, assim como nas profundezas oceânicas, rios, nascentes, lençol freático, o lixo gerado pela sua incompetência em lidar com a preservação.
      Obsceno no trato com a vida, invadiu florestas, incendiando áreas sagradas, expulsando índios, em nome do deu criado para o conforto material, o progresso. Sua insanidade foi tamanha e continua sendo, que, o pulmão verde da Terra está sendo subjugado, arrazado, diante dos olhares beneplácitos do poder político...um poder ridículo que se provê do descaso e do dinheiro que financia a destruição. É a corrida do ouro do nosso tempo. A filosofia do ter pisoteou a proposta do ser.
      Esmagados, exprimidos, execrados, os recursos naturais transformam-se em grandes lixões. Sobre nossas cabeças, no espaço, giram máquinas que sujam e mostram nossa arrogância nas questões pessoais, onde a fama, os prêmios, incentivam a individualidade e matam a coletividade. A lei do “salve-se quem puder” está estampada nas bandeiras dos países, enquanto alguns abnegados, defensores da vida, pintam na terra, na água, no ar e no fogo, nos quatro elementos, as cores do “um por todos e todos por um”.
      Céu e terra se encontrarão. As águas invadirão as cidades. O planeta responderá às agressões sofridas. Não matará com a mesma saga humana, apenas tentará sobreviver diante desse holocausto que vem sofrendo desde que o homem aqui pisou. A Sagrada Mãe Natureza não é vingativa. Ela é criadora e tenta sustentar a vida diante do descaso dos homens. Seus genes, espalhados pelo Universo, encontram-se protegidos para após o desaparecimento da raça humana, predadora, assassina, de espírito bélico destruidor, possam ser paridos do ventre sagrado que a tudo gerou, sem sofismas, sem dogmas, sem delírios, sem fanatismos religiosos, na liberdade própria da criação.
      Eu já vislumbro os sinais há décadas. Os homens da ciência também. Eu sei que o caos será instalado e dominará a superfície terrena. Não é profecia. É observação diária, do céu, da terra, da água, das matas, dos animais, que desenham em desesperos suas quotas de lágrimas e dor. A ciência se escusa. Está comprada. Os governantes desejam a disputa tecnológica, dominar os céus, a terra, em contrapartida, promover a fome, sacrificar vidas, para a satisfação da vaidade, da ilusão, de um poder político que fede as entranhas de todos os que já morreram em nome desse progresso insano e maldito.
      Estou com sessenta anos de idade, o que vi e continuo vendo, não me assusta mais, é o que tenho de real, depredação da vida, dos reinos, onde nem mesmo água potável temos para beber. Em alguns países, o tratamento de esgoto se faz necessário, transformando-o em água para consumo humano. È o início do caos. Da dor, do investimento na morte e na destruição. As ogivas nucleares não suportarão os acontecimentos naturais. Explodirão. Os reatores atômicos, não sobreviverão às temperaturas e vazarão como tumores das doenças da raça humana.
      Como ambientalista, amante da vida de todas as espécies, luto há décadas para através da conscientização das pessoas, evitar o que é inevitável. A corrida para a morte e o desaparecimento da raça humana é irreversível. Aqueles que sobreviverem, não poderão ser chamados de seres humanos. Não haverá sentimentos. Não haverá solidariedade. Não haverá quem possamos chamar de irmãos. Serão sobreviventes de uma causa maldita, financiada por investidores malditos, que não dobraram seus joelhos diante da vida que pulsou por milênios, livre, senhora absoluta em todos os reinos.
     Chamem a isso de pessimismo...eu prefiro considerar uma realidade...que a cada segundo, caminha mais rápida. Na terra. Na água. No ar...observados pelo fogo sagrado que vomitará suas chamas para a esterilização definitiva dessa espécie que, não deu mostras de inteligência, mas sim de prepotência, indiferença, diante da criação que foi capaz de uma submissão em nome de todos os seres...
      Terra...se um dia eu voltar a pisar seu solo sagrado, não me traga como humano, escolha o que você quiser, aceito ser uma simples ameba...um piolho...uma salamandra...uma águia...um protozoário....
CARLOS ROBERTO VENTURA
CAÇAPAVA/SP/BRASIL
XAMÃ

domingo, 28 de novembro de 2010

ACIDENTE NA SERRA DA MANTIQUEIRA


Moradores de Cachoeira Paulista e Cruzeiro morrem em acidente na MG-158

Moradores de Cachoeira Paulista e Cruzeiro são as vítimas de um acidente de carro na MG-158, em Passa Quatro, na manhã deste sábado (27). Quatro pessoas morreram no acidente e os corpos foram levados para o IML de São Lourenço, onde vão passar por necropsia. Um rapaz de 21 anos ficou gravemente ferido e foi levado para o Hospital de Cruzeiro. Ele é de Cachoeira Paulista.

De acordo com a Polícia Militar, um carro com cinco pessoas bateu em uma carreta que transportava bobinas de aço. Segundo testemunhas, uma das bobinas caiu em cima do carro, matando quatro ocupantes. O motorista da carreta não sofreu ferimentos.

Os nomes dos quatro mortos são Roudinei da Costa Moreira, de 26 anos; Jackson Ribeiro da Silva, 21 anos; Diego Wellington do Amaral, 19 anos e Daniel Henrique dos Santos Júnior, de 22 anos. Daniel dirigia o veículo.

De acordo com o Hospital de Passa Quatro, a vítima que ficou ferida, Claudemir Rodrigues, de 21 anos, sofreu diversas fraturas pelo corpo. Ele foi transferido para uma UTI do hospital da cidade de Cruzeiro. Os cinco ocupantes, quatro de Cachoeira Paulista e um de Cruzeiro, seguiam para Itanhandu onde aconteceria uma reunião do supermercado em que eles trabalhavam.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

CONAMA diminui proteção das UCs

novembro 26, 2010 in

O  desenvolvimentismo, mais uma vez, com apoio do Poder Público, venceu a precaução ambiental, marcando, negativamente uma reunião histórica do CONAMA.
Sob o pretexto de regulamentar os procedimentos de licenciamento ambiental para empreendimentos e obras que afetem Unidades de Conservação (UCs) ou suas respectivas ZA, o plenário do CONAMA, que deveria zelar pela tutela ambiental, aprovou ontem (24/11), na sua reunião histórica de número 100, a diminuição da Zona de Amortecimento (ZA) no entrono de UCs sem Plano de Manejo. Dos até então 10 Km, a nova regra flexibiliza para 3 Km quando se tratar de atividades econômicas de significativo impacto ambiental, desde que assim seja considerados pelo órgão ambiental licenciador e fundamentado pelo Estudo Prévio de  Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EPIA/RIMA) e; para 2 Km quando se tratar de atividades econômicas não sujeitos a EPIA/RIMA, tudo conforme o órgão licenciador.
Assim, perdem-se os indiscutíveis 10 km de proteção no entorno de UCs, previstos e consagrados na Resolução em vigência, que independe da vontade do governo de plantão e passamos para os possíveis 3 km, se assim o órgão licenciador entender ou 2 km, também a mercê do entendimento do órgão licenciador.
Com a nova regra, a delimitação de ZA e a proteção das UC passaram a ser ainda mais difícil. Perde a proteção da biodiversidade. Ganha o capital.
Se isso não bastasse, as ZA deixam de existir por decurso de prazo. Se, passados cinco anos da publicação dessa nova Resolução escandalosamente flexibilizadora, os órgãos responsáveis pela administração das UCs não elaborem os Planos de Manejos respectivos. Como se só dependesse de tais órgãos a elaboração dos mesmos e como se tais órgãos públicos tivessem pessoal e meio adequados e a disposição para tal. É o principio da precaução aplicado avessas. É um retrocesso!!
Cabe lembrar que temos UCs criadas e não implementadas, como Parque Estadual do Delta do Camaquã. Assim, como exigir que o os órgãos responsáveis pela administração de UCs tenham condições de elaborarem os Planos de Manejos, em cinco anos, na conjuntura atual?
Para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) ZA é “o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade”.
De retrocesso em retrocesso (logo vem ai o Código Florestal) o Direito Ambiental Brasileiro vai sendo enfraquecido. De exemplo para outros países, pode passar a ser uma referencia que não merece reprodução.

Delta do Jacuí. Multiplos impactos. Foto: CEA

Jaguamimbaba

Suçuarana, onça-parda ou Jaguamimbaba, é eleita animal silvestre símbolo de São Paulo


"Em comum. Persistência e força da JAGUAMIMBABA são características que lembram a cidade

AE - Agência Estado - O animal silvestre escolhido como símbolo da cidade de São Paulo no concurso realizado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente é um desconhecido para grande parte dos paulistanos. Mesmo no anonimato, a suçuarana, ou onça-parda, desbancou 15 candidatos ao cargo de representante da capital paulista e venceu com cerca de 16 mil votos de eleitores - de um total de 84 mil.
A prefeitura pegou carona na escolha da Organização das Nações Unidas (ONU), que elegeu 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, para promover o concurso. Em segundo lugar, ficou o bem-te-vi, seguido pelo sabiá-laranjeira.
Para a diretora da Divisão da Fauna Silvestre da Secretaria, Vilma Clarice Geraldi, o animal combina com a cidade. "Lembra por causa da persistência, além da força para a sobrevivência. Apesar de toda devastação, ele ainda está aqui", diz. Ela afirma que o concurso serviu para chamar a atenção para a necessidade de conservação. "Nós usaremos esse animal como bandeira, mas a intenção é alertar para a necessidade de preservação das espécies", diz.
A suçuarana é o maior felino registrado atualmente em São Paulo e pode chegar a pesar 120 quilos e medir de 86 a 154 cm. O animal possui hábitos solitários e noturnos. A onça se alimenta principalmente de mamíferos de médio porte, como quatis, catetos, tatus e capivaras. O felino foi encontrado em duas áreas da zona sul da capital, na Fazenda Capivari e no Parque Estadual da Serra do Mar, por técnicos da Divisão de Fauna. Fora da capital, é achado na Amazônia, no Pantanal, no cerrado, na caatinga e nos pampas do Sul. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GESTÃO DE BACIAS HIDROGRAFICAS

MMA promove curso de gestão de bacias hidrográficas


25/11/2010
O Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), em parceria com a Conferência dos Diretores Iberoamericanos de Água (Codia) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), promove o curso "Criação e atuação de organismos de bacia no planejamento e na gestão de bacias hidrográficas", de 29 de novembro a 3 de dezembro de 2010, das 8h às 18h, na Universidade de Brasília, Prédio da Finatec.
O curso, que terá a presença de participantes e palestrantes de 17 países da Iberoamérica, é parte do Programa de Formação em Matéria de Água, no âmbito da Codia, para capacitação de gestores que trabalham com temas relacionados à gestão de recursos hídricos.
Vale destacar que o Brasil é responsável tecnicamente por dois temas: 1) Planejamento, manejo e gestão de bacias hidrográficas, sob coordenação técnica da SRHU/MMA, e 2) Clima e eventos extremos, sob coordenação técnica da Agência Nacional de Águas.
Inscrições e informações sobre próximos cursos do Programa pelo telefone (61) 2028-2052 (Luciane Lourenço ou Simone Vendruscolo) ou pelos emails: luciane.lourenco@mma.gov.br ou simone.vendruscolo@mma.gov.br.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CONFERENCIA DAS CIDADES

Conferência das Cidades discutirá sustentabilidade urbana

A sustentabilidade das cidades será o eixo das discussões da 11ª Conferência das Cidades, que será realizada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, nos dias 7 e 8 de dezembro. O tema escolhido para 2010 foi "O futuro das cidades no novo contexto socioambiental" e tem o objetivo de apontar os problemas e propor soluções para que cidade e ambiente coexistam de forma harmônica.
Serão discutidas as conquistas e os novos desafios do Estatuto da Cidade; o planejamento e a execução da política urbana para as próximas décadas; e o aproveitamento adequado dos recursos naturais nas cidades brasileiras.
Nos dois dias de seminário serão realizados três painéis com dez palestras ministradas por pesquisadores e prefeitos. O primeiro painel apresentará um diagnóstico das cidades no mundo. Já o segundo tratará dos condicionantes para o desenvolvimento urbano e o enfrentamento das desigualdades no País. No terceiro painel, serão apresentadas as novas tendências para o planejamento urbano.
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor do requerimento para a realização da conferência juntamente com os deputados Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Ângela Amin (PP-SC), lembra que o principal objetivo do evento, realizado todos os anos desde 1999, é discutir medidas para a consolidação de políticas públicas para os municípios. "Trata-se de um momento de amplo debate com a sociedade. A conferência consegue fazer com que projetos que dificilmente avançariam sejam aprovados", afirma Zezéu Ribeiro.
Resultados práticos
O parlamentar destaca que as dez edições anteriores tiveram resultados práticos positivos. Ele lembra que a primeira Conferência das Cidades, por exemplo, teve o mérito de reafirmar a importância jurídica do Estatuto das Cidades, cuja tramitação se estendeu por mais de uma década. Zezéu Ribeiro ainda lembrou o Fundo da Habitação de Interesse Social foi outro tema discutido e amadurecido nas conferências antes de virar lei.
"A própria ideia do desenho do Ministério das Cidades como existe hoje também foi resultado de discussões que surgiram na 4ª Conferência", afirma. Zezéu ainda cita, entre os grandes temas e propostas oriundos ou fortalecidos nas conferências, a gestão dos resíduos sólidos. A edição deste ano, segundo ele, se reveste de uma importância adicional que é refletir sobre temas que serão encaminhados aos novos governantes do País.
Selo Cidade Cidadã
Neste ano, a Comissão de Desenvolvimento Urbano vai premiar projetos que estimulem a recuperação de áreas degradadas e propostas para enfrentar situações de risco, como enchentes e deslizamentos de encostas. Serão premiadas quatro cidades: duas com menos de 100 mil habitantes e outras duas mais populosas. Além do troféu, os municípios receberão o selo Cidade Cidadã, que vale por um ano e pode, por exemplo, facilitar financiamentos públicos.
No ano passado, foram premiados com o selo quatro municípios que adotaram projetos bem-sucedidos na área de mobilidade urbana. Na categoria dos municípios com até 100 mil habitantes foram premiadas as cidades Forquilhinha (SC) e Leme (SP). Na categoria dos municípios com mais de 100 mil habitantes foram premiadas Natal (RN) e Contagem (MG).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O CODIGO FLORESTAL


Ministra do Meio Ambiente defende adiamento da votação do Código Florestal

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta segunda-feira (22) que o Código Florestal não deve ir à votação este ano, como desejam alguns deputados federais. Segundo ela, a discussão sobre a proposta precisa ser ampliada na sociedade. “O tema requer mais debate. A proposta que está em discussão é insuficiente.”
Para a ministra, o projeto não pode ser votado no final da legislatura. “Até porque a sinalização que temos da sociedade é da insuficiência do debate.” Segundo ela, a aprovação da proposta, da forma como ela foi concebida, pode provocar vetos. “Somos a favor da modernização do Código Florestal, mas precisamos aperfeiçoar o debate, considerando as diferenças regionais.”
De acordo com Izabella Teixeira, há uma “elite política, tradicional e associada à agropecuária” que não deseja ampliar o debate sobre o código. A ministra disse que também há extremismo entre os ambientalistas. Isso, acrescentou, prejudica o diálogo sobre o tema. “Quando falo em elite são os segmentos que não querem debater por serem radicais, tanto do lado ambiental quanto do lado da agricultura”.
Perguntada sobre a sua expectativa em relação à 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá ainda este mês, em Cancún (México), a ministra disse que acredita que haverá avanços. “Se conseguirmos aprovar a agenda que está na mesa, que é um pacote com a prorrogação da segunda fase do Protocolo de Kyoto, medidas em torno do hedge e de adaptação e mitigação, que seguem a agenda de Copenhague, avançaremos na agenda.”
As negociações durante a conferência serão complexas, mas o Brasil vai a Cancun com disposição para negociar e ter resultados. “O papel do Brasil será de um negociador e de um facilitador”, afirmou a ministra. (Fonte: Elaine Patricia Cruz/ Agência Bra

O MAR MORTO


Israelenses e palestinos se unem para exploração do mar Morto

A lama e o sedimento do mar Morto podem estar escondendo objetos com 500 mil anos de idade e de grande valor arqueológico e geológico – alguns dos quais forneceriam novas abordagens sobre a mudança climática contemporânea.
O projeto de investigação, conduzido pelos cientistas israelenses Zvi Ben-Avraham e Mordechai Stein, recebeu aprovação para ser levado adiante somente neste ano.
Apresentado uma década atrás, o projeto foi adiado vários vezes devido ao conflito político entre Israel e a Palestina, que agora formam parceria com outros quatro países – incluindo a Jordânia – para tornar o estudo científico viável.
A maior parte dos sedimentos do mar Morto permanece intacta. Isso ocorre porque o rio Jordão é o único a despejar suas águas e nenhum outro desemboca no local. Essas características permitem aos cientistas analisar e determinar a época e o tipo de clima predominante em certos períodos da história.
As camadas também podem mostrar possíveis ocorrências de terremotos descritos em textos bíblicos e elucidar os fluxos migratórios humanos.
Com custo estimado em US$ 2,5 milhões, o projeto deve se estender por 40 dias. Os trabalhadores vão participar das escavações, revezando-se em escalas de 12 horas contínuas.
Posteriormente, camadas do solo serão retiradas e enviadas para a Universidade de Bremen, na Alemanha, para serem refrigeradas e preparadas para estudos posteriores. (Fonte: Folha.com)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A MINERAÇÃO E O MINISTERIO PUBLICO

novembro 22, 2010
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As autorizações vêm sendo utilizadas para empreendimentos minerários desde 2004, em desrespeito à Constituição
O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) recomendou hoje, 19 de novembro, ao Estado de Minas Gerais, a imediata suspensão da expedição de Autorizações Ambientais de Funcionamento (AFF) para o setor minerário e convocação dos empreendedores para que realizem o devido licenciamento ambiental. A recomendação foi dirigida ao presidente do Conselho de Política Ambiental (Copam) e secretário estadual de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho.
Através do mesmo documento, o MPF recomendou ao Departamento Nacional de Produção Minerária (DNPM) a imediata suspensão do andamento dos procedimentos administrativos destinados à concessão, permissão ou autorização de lavra, caso não tenha sido apresentada a licença de instalação.
A autorização ambiental de funcionamento exige o preenchimento de formulários, com anotação de responsabilidade técnica, sem que haja qualquer estudo prévio dos impactos causados pelo empreendimento. Mas é a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, parágrafo 2º, que ressalta a necessidade de que tais impactos sejam previamente avaliados, o que também foi objeto de regulamentação infraconstitucional através das Resoluções Conama 01/86 e 237/97.
“Deve ser observado, ainda, que a Resolução Conama 09/90 foi explícita ao tratar do tema, exigindo claramente, em seu artigo 6º, que as portarias de concessão de lavra somente sejam expedidas após a apresentação da licença de instalação. Uma interpretação sistemática e conforme a Constituição da República leva à conclusão de ser clara a exigência da realização do licenciamento ambiental clássico para todas as atividades de mineração”, afirma a procuradora da República Zani Cajueiro.
O problema é que todas essas regras vêm sendo descumpridas, em contradição ao princípio da prevenção, e acarretando inúmeros danos ambientais sem qualquer controle por parte do Estado.
“Foi requisitado, ainda, levantamento junto ao DNPM das indevidas concessões ocorridas após 2004, bem como da totalidade das AAF’s no Estado de Minas Gerais”, salientou a procuradora.
O prazo concedido para resposta acerca do acatamento, bem como de envio das informações requisitadas, é de dez dias úteis.
Fonte: Ministério Público Federal em Minas Gerais
EcoDebate, 22/11/2010

A COMUNIDADE DA AGUA

Comunidade das Águas: está no ar a rede social do SINGREH

Para democratizar o processo de Revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) foi criada no início de agosto a Comunidade das Águas, o site colaborativo para atores do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). A Comunidade é uma rede social virtual criada para estimular a troca de informações e experiências relativas à gestão das águas. Durante as oficinas regionais de revisão do Plano nas 12 regiões hidrográficas, de agosto a outubro de 2010, os representantes da sociedade civil, governo e setor usuário presentes no encontros foram apresentados à ferramenta e convidados a participar dessa rede.
No site colaborativo é possível ler notícias, ver fotos, assistir a entrevistas, formar grupos, criar fóruns de discussão, publicar arquivos, usar o "bate-papo" e enviar mensagens personalizadas para outros participantes. Todos os membros da Comunidade das Águas podem publicar conteúdos referentes ao tema no site, sendo receptores e produtores de informação. Durante o fechamento desta matéria, 326 pessoas de todo o Brasil, representantes das 12 regiões hidrográficas, já haviam se tornado membros desta página. Eles agora já podem se comunicar diretamente e trocar informações e experiências na área da gestão hídrica.
Ampliando a Comunidade
A Comunidade tem potencial para fazer mais: todos os representantes do SINGREH, das diversas instâncias, setores e regiões estão convidados a participar e interagir nesta rede. Quanto mais membros estiverem envolvidos com a Comunidade, melhor. Assim o espaço poderá tornar-se representativo do SNGREH, refletindo as necessidades e mostrando os avanços do Sistema. A dinâmica das redes sociais funciona a partir das atividades dos próprios membros, que compartilham informações entre si. Portanto, se você já faz parte da Comunidade das Águas, convide seus colegas para participar também, e se não faz, torne-se um membro!
Para se cadastrar acesse o endereço http://comunidadedasaguas.ning.com e faça seu registro. Depois é só aguardar a aprovação. Lembre-se que neste espaço será possível construir uma rede de informações sobre a gestão dos recursos hídricos e articular em busca de uma gestão compartilhada e integrada, como prevê o Plano Nacional de Recursos Hídricos.




RECURSOS HIDRICOS


Resultado das oficinas regionais de revisão do PNRH será apresentado na próxima semana em Fortaleza

Durante as 12 oficinas regionais da 1ª Revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), representantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) foram convidados a traçar ações objetivas, no âmbito do PNRH, para garantir que o uso da água no Brasil seja racional e o recurso seja valorizado, especialmente na perspectiva da sustentabilidade socioambiental. O resultado do processo regional participativo foi compilado em cerca de 28 grandes ações que refletem as demandas regionais e nacionais do setor. Entre os dias 23 a 25 de novembro, as ações serão apresentadas e discutidas na Oficina Nacional de Consolidação do processo regional de revisão do PNRH, em Fortaleza.

*Oficina de revisão para a região hidrográfica do Uruguai, em Passo Fundo (RS) / Foto: Maiana Diniz
A consulta pública gerou uma série de ações, das quais 160 foram apontadas como prioritárias. Para se chegar às 28, as ações prioritárias foram minuciosamente analisadas e reagrupadas por equipe técnica do Ministério do Meio Ambiente. Chegou-se então a um conjunto mais consistente que passou por um tratamento especial, possibilitando a elaboração de resumos executivos com o detalhamento das mesmas.

O documento base que vai orientar os participantes da Oficina Nacional de Consolidação já pode ser acessado na Comunidade das Águas (será disponibilizada sempre a versão mais atual).

A Oficina de Consolidação será um espaço de encontro e diálogo para que os participantes do SINGREH reflitam e opinem sobre as prioridades traçadas pelo Sistema como as mais importantes para a gestão das águas brasileiras entre 2011 e 2014. São convidados a participar representantes da sociedade civil, dos órgãos gestores de águas, do setor usuário, dos conselhos estaduais e dos comitês de bacias hidrográficas. Após o encontro, o documento final orientará os trabalhos da coordenação da revisão do Plano para o desenvolvimento de estratégia para a implementação e atualização da estrutura programática do mesmo. O texto vai passar pela análise da Câmara Técnica de Planejamento (CTPNRH) e depois será encaminhado para deliberação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, com a chance de integrar o PNRH para o horizonte 2011-2014.

Oficinas Regionais
No fim de outubro aconteceu em Fortaleza a última oficina regional de revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos, que acabou com a rodada de encontros nas 12 regiões hidrográficas do Brasil. Desde o início de agosto foram realizadas 12 oficinas, uma para cada região hidrográfica, nas cidades de Passo Fundo, Brasília, Cuiabá, João Pessoa, Rio de Janeiro, Rio Branco, Florianópolis, Campinas, Salvador, São Luiz, Belo Horizonte e Fortaleza. Cerca de 500 representantes da sociedade civil, setor usuário e governos estaduais e federal puderam contribuir para o melhoramento da política pública que orienta a gestão das águas nacionais, o PNRH, para o horizonte de 2011-2014.

Durante os encontros, que duraram em média 3 dias, integrantes dos sistemas estaduais de recursos hídricos inseridos em cada a região puderam se atualizar nos problemas e vocações da área em que vivem e atuam. A partir de dinâmicas de grupo propuseram e votaram ações prioritárias para tornar a gestão hídrica da região sustentável. O exercício de reunir os estados para discutir conjuntamente problemáticas comuns mostrou-se produtivo e integrador. Espera-se como resultado maior aproximação para a tomada de decisões, sempre respeitando a autonomia dos estados. Para mais informações dos encontros regionais, acesse reportagens na Comunidade das Águas.

domingo, 21 de novembro de 2010

A PRODUÇÃO CIENTIFICA E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Distantes da produção científica
Estudo indica que professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental estão distantes da produção acadêmica na área
19/11/2010
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru.
De acordo com Marília Freitas de Campos Tozoni Reis, professora do Instituto de Biociências de Botucatu e docente credenciada na Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, o estudo procurou entender por que o conhecimento produzido nas universidades nessa área não atinge diretamente os profissionais na educação básica.
“Nossa hipótese era que não conhecemos o formato das publicações e o material que esses professores utilizam para a formação contínua. Na universidade publicamos em revistas especializadas, mas há uma limitação por não se atingir diretamente os docentes do ensino básico”, disse à Agência FAPESP .
Marília coordenou a pesquisa “Fontes de informação dos professores da educação básica: subsídios para a divulgação dos conhecimentos acadêmicos e científicos sobre educação ambiental”, com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, desenvolvida no Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), que atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp-Bauru.
Em 2008, o estudo mapeou escolas e professores em 13 municípios, excluindo Bauru. No ano seguinte, os pesquisadores fizeram a coleta de dados por observações e entrevistas naquele município. No total, foram identificados 277 professores que trabalham com educação ambiental.
A pesquisa apontou que a maioria dos professores busca informações em revistas (23%) e livros didáticos (16%), seguidos da internet (14%) e jornais (10%). Aparecem em menor número materiais paradidáticos (6%), cursos, palestras e panfletos (4%), apostilas (4%), vídeos, filmes e músicas (4%), programas de televisão (3%), material acadêmico (3%) e projetos e práticas educativas (2%), entre outros.
Entre as revistas mais citadas, a Nova Escola aparece no topo das indicações, seguida de Veja, Superinteressante e Época. A Nova Escola oferece descontos para professores e muitos recebem a publicação gratuitamente em suas escolas. “O que nos chamou a atenção é que são revistas de grande circulação nacional, nas quais muitas matérias simplificam as questões teóricas e pedagógicas”, afirmou Marília.
“Com relação ao resultado para a internet, o que nos preocupa é que os professores não mencionaram nenhum procedimento de busca mais sistematizado. É invariavelmente algo muito genérico e sem critério de seleção”, disse.
Segundo Marília, outro ponto a se ressaltar é a dificuldade dos professores em separar o material usado com os seus alunos em aula com o que eles próprios usam para se informar.
Os pesquisadores do GPEA pretendem elaborar uma cartilha de educação ambiental para professores das séries iniciais do ensino fundamental para ser distribuída em todo o Estado de São Paulo.
“Nosso objetivo é orientar o professor para a inserção da educação ambiental de 1ª a 5ª série. Mas não queremos fazer apenas uma distribuição da cartilha pelo correio. A ideia é que os membros do grupo realizem minicursos com os professores em cada escola visitada”, disse.


A AGRICULTURA

Notícias - 2010 Municípios compram produtos da agricultura familiar para merenda escolar - Qua, 17 de novembro de 2010

ASCOM-FNDE (Salvador) – Mais de dois mil municípios brasileiros iniciaram o processo de compra de produtos da agricultura familiar para a alimentação dos estudantes da rede pública. Os números foram divulgados na tarde de hoje, 17, durante o 5° Encontro Nacional do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que ocorre até a próxima sexta-feira em Salvador.
Para chegar a este patamar em menos de um ano após a entrada em vigor da lei que obriga que, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo governo federal para a merenda sejam gastos na agricultura familiar, foi fundamental a integração de ações de diversos ministérios e órgãos públicos. Entre os órgãos federais envolvidos no processo estão o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), gestor do programa de alimentação escolar, os ministérios da Pesca, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e a Companhia Nacional de Abastecimento.
Convergência – A convergência de políticas públicas visando a integração entre a agricultura familiar e a alimentação escolar é o principal tema do encontro em Salvador, e será a tônica das discussões nos próximos dois dias de reunião (veja programação abaixo).
“Temos grandes desafios pela frente, mas sabemos que a lei pegou porque mais de dois mil municípios já estão em processo de aquisição da agricultura familiar”, afirmou em sua palestra Arnoldo Campos, da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Entre esses desafios, está a urgência de capacitar gestores públicos, nutricionistas e agricultores para fomentar essas compras.
Gerente operacional da Conab no estado de São Paulo, Nivaldo Maia afirmou que as compras da agricultura familiar baseadas nos preços praticados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) beneficiam tanto os alunos – que recebem uma alimentação de melhor qualidade – quanto as prefeituras – que recebem o produto por um preço mais baixo.
Segundo ele, só quem perde nessa equação são os chamados “atravessadores”, que adquiriam a mesma produção dos mesmos agricultores e a revendiam via licitação para as prefeituras, a um custo bem mais alto. “Os preços do PAA ficam 40% a 50% mais baixos do que os praticados em licitações para a merenda nos últimos dois anos”, disse Maia.
Avanços e desafios – Pela manhã, a coodenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, Albaneide Peixinho, falou dos últimos avanços e dos futuros desafios do programa. Também defendeu a intersetorialidade para que as crianças tenham alimentos nutritivos e de qualidade na mesa e haja mais emprego e renda no campo, por meio das compras da agricultura familiar.
Nesta quinta-feira, haverá um grande debate sobre a importância de uma nutrição de qualidade para o desenvolvimento global dos estudantes. Além disso, serão apresentados resultados de uma pesquisa nacional sobre o programa de alimentação escolar e apresentadas propostas de ações para o futuro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A POLUIÇÃO EM MINAS

Feam ajuda na remoção de carga de cal derramada em ribeirão em Minas

Técnicos da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) tentam remover, nesta quinta-feira (18), uma carga de cal derramada no Ribeirão Amparo, no centro-oeste de Minas Gerais. O ribeirão fica na cidade de Santo Amparo. Na noite desta quarta-feira (17), um caminhão que transportava a substância caiu de uma ribanceira de cerca de 30 metros e o motorista morreu no local. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a carga tinha aproximadamente 25 toneladas.
Após a queda, a carga se espalhou atingindo as margens e leito do Ribeirão Amparo. Segundo os Bombeiros, tanto a água quanto a cal encobriram completamente a cabine do condutor, Com a ajuda de três guinchos, os bombeiros conseguiram fazer a retirada do caminhão nesta quinta-feira (18). Logo depois, a vítima também foi retirada.
Um empresa especializada em emergências químicas foi acionada pela transportadora da carga e esteve no local. Segundo a Feam, um relatório dos impactos na região só é feito após a remoção da substância química. O laudo pode sair na próxima semana. A fundação também vai analisar se a empresa que transportava o material vai receber uma multa devido os danos causados pelo vazamento. (Fonte: G1)

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Interferência na vida

Contaminantes emergentes na água
30/9/2010
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.
Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.
Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.
Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.
“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência FAPESP.
O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.
“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.
O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.
A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.
Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.
“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.

Peixes feminilizados

Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.
Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.
“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.
Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.
Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.
Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.
“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.
Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.

Superbactérias

Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.
A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.
A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.
Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.
O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.

Força ao Meio Ambiente

Conselho de Meio Ambiente voltará à ativa

Qua, 10/11/2010.
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O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) está sendo revitalizado. Uma reunião aconteceu no último dia 05 para definir os detalhes e as atribuições. Instituído por Lei Municipal aprovada este ano, o Conselho terá como atribuição fiscalizar o Poder Executivo e apoiar o desenvolvimento de políticas públicas ambientais. O novo órgão do sistema municipal de meio ambiente é paritário, tem caráter consultivo e deliberativo, e terá representantes de ONG’s ambientais do município, da Polícia Ambiental, Sindicato Rural de Cruzeiro e Lavrinhas, das Associações de Bairros, da Associação de Engenheiros e Arquitetos, das Entidades de Ensino, do SAAE, e das secretarias de Planejamento e Obras, e do Meio Ambiente, além da Câmara Municipal. Na próxima reunião do conselho os membros deverão eleger o primeiro presidente e os demais cargos do órgão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O BRASIL E O LIXO

A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto e ainda sem regulamentação, terá como grandes desafios a gestão compartilhada, o prazo para substituição de lixões por aterros sanitários e a ampliação e melhoria da produtividade da coleta seletiva. As metas foram listadas nesta segunda-feira (8) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério.
O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, disse que a regulamentação da PNRS – que tinha prazo de 90 dias, contados a partir de 2 de agosto – será concluída até o fim deste governo e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministério já tem uma minuta do decreto e está discutindo o texto no governo e com entidades do setor de gestão de resíduos.
A lei prevê a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos e proíbe a manutenção de lixões em todo o país. Segundo Silvério, estados e municípios terão até agosto de 2011 para elaboração de planos de gestão de resíduos. Até 2015 o país terá que ter eliminado os lixões.
“O esforço inicial é para garantir a implementação de aterros. A lei dá quatro anos de prazo máximo para adequação de aterros e fim dos lixões”, disse o secretário durante apresentação no seminário Regulação e Gestão de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos: Aproveitamento Energético do Metano de Aterros Sanitários.
O governo deverá estimular projetos compartilhados entre municípios e estados e iniciativas intermunicipais, que têm custo operacional reduzido, se comparados com projetos individuais. Uma das orientações, segundo Silvério, será a criação de autarquias municipais ou intermunicipais de gestão de resíduos.
“Queremos estimular a formação de consórcios públicos para gestão, isso otimiza investimentos e permite planejamento e gastos compartilhados”, comparou.
Evitar que os aterros voltem a se transformar em lixões por falta de gestão também é umas das preocupações do governo. Entre as possibilidade para garantir a sustentabilidade financeira dos empreendimentos estão o aproveitamento do metano liberado pelo lixo para produção de energia e a criação de estímulos fiscais vinculados à manutenção dos projetos. “O país tem que ter uma meta para recuperação de energia em aterros a partir do gás metano. Os planos [estaduais e municipais] terão que contar com a perspectiva de recuperar energia dos aterros”, sugeriu Silvério.
Durante a apresentação, o secretário também apontou a necessidade de ampliação e melhoria da qualidade da coleta seletiva. Dos 5.565 municípios brasileiros, somente cerca de 900 têm o serviço de coleta seletiva. E a produtividade é baixa: apenas 12% do que é coletado é de fato reciclado, segundo Silvério. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)