sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ASSINADO TERMO DE COOPERAÇÃO PARA RECUPERAÇÃO DE MANANCIAIS COM 14 PREFEITURAS EM MG



Assinado termo de cooperação para a recuperação de mananciais com 14 prefeituras

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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), com participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), assinou, com 14 prefeituras mineiras, em Belo Horizonte, um Termo de Cooperação Técnica. O documento vai possibilitar o desenvolvimento das ações previstas nos Programas Pró-Mananciais e Cultivando Água Boa, para a adequação de estradas vicinais, construção de bacias de contenção de água de chuva e conservação de solo e água.
 
O documento foi assinado com os municípios de Campanha, Campos Gerais, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Corinto, Curvelo, Florestal, Itaú de Minas, Monte Belo, Morro da Garça, Pedralva, São Sebastião do Paraíso, São Tomé das Letras e Varginha, na presença dos diretores de Operação Norte (DNT), Gilson Queiroz; de Operação Sul (DSL), Frederico Delfino; e de Operação Metropolitana (DMT), Rômulo Perilli.
 
A partir da assinatura do Termo de Cooperação, os recursos destinados pelo programa serão otimizados, reduzindo os custos e potencializando os resultados a serem obtidos. “Essa parceria permitirá a implementação dos planos de recuperação ambiental das bacias hidrográficas e das áreas de recargas que contribuem com os sistemas de abastecimento de água”, ressaltou o superintendente de Meio Ambiente da Copasa, Nelson Cunha Guimarães.
 
De acordo com a presidente Sinara Meireles, a Copasa, juntamente com o Igam, a Emater-MG  e a Agência Reguladora de Servicos de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae),  tem trabalhado para a preservação das áreas de recarga de mananciais e das bacias hidrográficas.
 
Foto: Divulgação/Copasa
Prefeitos e representantes de órgãos e empresas estaduais interna
A diretora do Igam, Marília Melo, a presidente da Copasa, Sinara Meireles, e o presidente da Emater-MG, Glenio Martins, no evento dessa quinta-feira (21/12)

“A assinatura desses convênios faz parte de um conjunto de ações que irão permitir, a partir do envolvimento da comunidade local e das prefeituras, a possibilidade de arraigar o conhecimento da situação dessas áreas, trazendo para o cotidiano das pessoas e instituições práticas que possam ser complementares e adequadas do ponto de vista ambiental. Apesar de todas as dificuldades, estamos buscando novos caminhos e estratégias para alcançar esses objetivos, que é a preservação das águas”, afirmou.
 
O presidente da Emater-MG, Glenio Martins, reforçou a parceria firmada com a Copasa, no intuito de unir os esforços para recuperar, reavaliar e repensar as intervenções no solo, na água e nos ecossistemas.
 
Para Marília Carvalho de Melo, diretora geral do Igam, essa é uma ação importante. “Temos que nos comprometer em termos capacidade de prover água, não só para o abastecimento público, mas para os múltiplos setores que precisam de água. Essa é uma ação inovadora e a Copasa tem demonstrado essa preocupação não só no ponto de captação, mas também na gestão da bacia hidrográfica, uma visão moderna que integra também nosso programa do Governo do Estado”, comentou Marília.
 
Para o prefeito de Carmo do Rio Claro, Sebastião Cézar Lemos, esse programa é de fundamental importância para os municípios, porque vai permitir a recuperação das nascentes.
 
“Sabemos que as dificuldades são grandes. Hoje, com esta iniciativa da Copasa, só temos a ganhar ao cercarmos as nascentes do nosso município. O programa chegou numa hora muito boa e nós, prefeitos, temos que abraçar a causa e estarmos dispostos a valorizar e apoiar este convênio” avaliou.
 
O prefeito de Campos Gerais, José Eugênio da Silva, reforçou: “Se não conseguirmos recuperar as nossas nascentes, daqui alguns anos não vamos ter água para beber. Por isso, é necessário que todos se conscientizem. O Pró-Mananciais é um programa muito interessante que eu abracei e vou continuar abraçando, fazendo o que for preciso para levá-lo adiante”.
 
O diretor geral da Arsae, Gustavo Cardoso, ausentou-se da cerimônia devido a problemas de última hora, mas compareceu à Copasa a tempo de assinar como testemunha vários dos convênios, demonstrando a importância que a agência tem dado ao Programa Pró-Mananciais.
 
Pró-Mananciais
O programa, assim como o Cultivando Água Boa, tem em sua concepção a cultura de sustentabilidade, as ações de sensibilização, de mobilização e de educação ambiental, o estímulo à mudança de hábitos e costumes, a ética do cuidado, a construção coletiva do sentimento de pertencimento à microbacia hidrográfica e a responsabilidade compartilhada.
 
Além disso, integra o compromisso da Copasa com a responsabilidade socioambiental do desenvolvimento sustentável, trazendo em seu nome a ideia da prevenção, do antecipar ações no cuidado, na proteção e recuperação das águas desde a sua nascente, indo além de cumprir as obrigações legais.
O Pró-Mananciais é uma ferramenta que contribuirá na recuperação e manutenção dos mananciais e no aprimoramento da relação com as comunidades onde a Copasa presta serviço.

Agência Minas

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

CARTÃO DE NATAL-AJADES E DO COMDEMA-CRUZEIRO



O PAU-MULATO

Pau-mulato

(Calycophyllum spruceanum)

Espécie chama a atenção quando descama em longas tiras, deixando um tronco avermelhado à mostra (Foto: Giselda Person / TG)Espécie chama a atenção quando descama em longas tiras, deixando um tronco avermelhado à mostra (Foto: Giselda Person / TG)
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Nome Científico:
Calycophyllum spruceanum
Família: Rubiaceae
Características Morfológicas: Essa árvore pode atingir de 20 a 30 metros de altura e ter um tronco entre 30 e 40 centímetros de diâmetro. A casca é fina. Quando nova, sua coloração é esverdeada e vai tornando-se pardacenta até chegar a um tom castanho-escuro. Descama anualmente em longas tiras, deixando exposta uma camada interna, avermelhada. O aspecto liso do tronco dá a impressão de ter sido envernizado. As flores de 10-12 mm, são branco-esverdeadas e aromáticas.
Origem: Brasil
Ocorrência Natural: Encontrada na região amazônica (leia-se Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia), em matas de várzea. 
Também conhecida como mulateiro, mulateiro-da-várzea, pau-marfim e escorrega-macaco (em função de o tronco descamado ser liso e dar a impressão de ser envernizado), a madeira desta espécie, embora dura, é de fácil manuseio e resistente à deterioração. Geralmente é utilizada em molduras, cabos de ferramentas, esquadrias e raquetes de tênis e ping-pong, vigas, caibros, esquadrias, pisos, compensados, construção naval e lenha.
Produz grande quantidade de pequenas sementes, que geralmente são dispersas pelo vento. O pau-mulato possui várias propriedades medicinais, dentre elas, a de cicatrizante, antimicótico, antioxidante, repelente e inseticida, entre outros. Também é empregado em vários cosméticos para eliminar manchas e cicatrizes.
Essa árvore é utilizada ainda no paisagismo, para formar alamedas, e em plantios mistos, em áreas degradadas.

PROCESSO ELEITORAL SOCIEDADE CIVIL 2018-2020

Processo eleitoral Sociedade Civil 2018-2020

O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH) aprovou no dia 11 de dezembro, em Reunião Ordinária, a Deliberação CRH º 208, que aprova ‘o calendário eleitoral, os procedimentos para cadastramento, eleição e indicação dos representantes das entidades do segmento Sociedade Civil no CRH, para o período 2018-2020’. 
O período de cadastramento das entidades interessadas está aberto e será finalizado em 9 de fevereiro de 2018, sendo que entre os dias 26 e 29 de março de 2018 serão divulgadas as entidades habilitadas e inabilitadas (após todo o processo de análise das inscrições, incluindo o período de recursos). 
A Assembleia Geral, eleições setoriais e a divulgação das entidades eleitas serão realizadas em abril, e a posse está programada para depois de 30 de abril, em reunião do CRH. Clique no link da deliberação e confira a programação com todas as datas, além das informações para o cadastramento.

FERRAMENTA POSSIBILITA CRUZAR DADOS DE CENTENA DE INDICADORES.

Ferramenta possibilita cruzar dados de centena de indicadores

19/12/2017


A Rede WWF e a instituição alemã DEG desenvolveram a Ferramenta de Risco Hídrico (Water Risk Filter – WRF), que apresenta um mapa do País, com o risco hídrico de cada bacia hidrográfica. Para acessar ao programa (digital e gratuito), clique aqui
A ferramenta, que possibilita cruzar informações com mais de 100 indicadores, possui adaptações específicas para alguns setores da indústria e está sendo ampliado com dados de alta resolução para cada país. Segundo as instituições, o programa, por exemplo, permite analisar centenas de commodities, no ponto de vista do agronegócio, sendo apresentado não somente o diagnóstico, mas centenas de opções para mitigação do risco hídrico. 
Funcionando em outros países, a ferramenta já foi utilizada por mais de 1.500 organizações de 32 setores da indústria. O programa consegue mapear mais de 400 das maiores bacias hidrográficas do globo. Mais informações, clique aqui

SÃO PAULO VENCEM NO PREMIO ANA DE 2017

Dois projetos de São Paulo vencem no Prêmio ANA

15/12/2017 - Categoria: ANA


A Agência Nacional de Águas (ANA) realizou na noite do dia 6 de dezembro, em Brasília, a cerimônia de entrega do Prêmio ANA, que agraciou vencedores de nove categorias. Trabalhos do Estado de São Paulo conquistaram em duas delas: ‘Empresas de Micro e de Pequeno Porte’ e ‘Imprensa - Impressos e Sites’. 
Na primeira, a vencedora foi a Agrosmart, de Campinas, com o projeto ‘Cultivo Inteligente’. Já o jornal Folha de São Paulo faturou a categoria ‘Imprensa - Impressos e Sites’ com a reportagem ‘Líquido e Incerto - O Futuro dos Recursos Hídricos no Brasil’. 
Segundo a ANA, foram 608 projetos inscritos, recorde da instituição, sendo um aumento de 34% em relação à última edição. Na decisão, foram 27 trabalhos de 12 Estados e do Distrito Federal. “O Prêmio ANA é uma excelente oportunidade para que reafirmemos nosso compromisso com a água”, disse o diretor-presidente da entidade, Vicente Andreu. 
Confira a lista de vencedores aqui.

REUNIÃO DA PLENÁRIA DA CASA DOS CONSELHOS-DEZEMBRO-2017.




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE RECURSOS HIDRICOS

Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos

OGA REALIZOU MESA REDONDA NO SIMPÓSIO DA ABRH.

OGA REALIZOU MESA REDONDA NO SIMPÓSIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HÍDRICOS

OGA promove mesa redonda no Simpósio da ABRH sobre os 20 anos da Política Nacional de Recursos Hídricos – os desafios para sua consolidação.
No dia 30 de novembro, no âmbito do Simpósio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos aconteceu a mesa redonda sobre os 20 anos da Política Nacional de Recursos Hídricos.
A mesa redonda que foi organizada pelo Observatório da Governança das Águas (OGA) em parceira com a Associação Brasileira de Recursos Hídricos e as entidades do Comitê Gestor, teve a participação de: Gilberto Canali - ex-presidente da ABRH, Júlio Thadeu Kettelhut - Coordenador Geral do CNRH e da Diretoria de Recursos Hídricos MMA/SRHQ; Juliana Cibim - advogada e consultora independente. Representaram o OGA na mesa, Malu Ribeiro da SOS Mata Atlântica, Ricardo Novaes do WWF-Brasil e o Secretário Executivo - Angelo Lima moderou a mesa.
A mesa debateu sobre os rumos da Política Nacional de Recursos Hídricos, procurando tratar sobre as discussões e propostas de alterações da lei 9433.
Para Juliana Cibim "O debate sobre os 20 anos da PNRH teve um importante resgate histórico dos acontecimentos e das negociações que aconteceram desde 1988 até 1997, quando a Política foi publicada. Interessante essa informação para que haja reflexão sobre quais propostas realmente precisam de uma nova legislação ou de alteração da Lei vigente e sobre quais podem seguir e serem realizadas com o arcabouço legislativo atual e vigente. A discussão sobre o uso das palavras também veio à tona: agua x recursos hídricos, gestão x governança. Muito a se aprender e refletir sobre isso, e, aqui, a relação com a comunicação como ferramenta para o entendimento, divulgação e implementação da PNRH. O desafio de integrar as políticas de meio ambiente e recursos hídricos, considerando o incentivo e as diretrizes dadas pela legislação vigente (Política Nacional de Meio Ambiente e Política Nacional de Recursos Hídricos), inclusive a Constituição Federal foi proposto. Um desafio que não é novo, mas que se realizado trará inovações para a gestão e governança da água".
Na opinião de Júlio Thadeu Kettelhut, disse que "senti muita honra em ser convidado para participar da redonda sobre os 20 anos da Lei das Águas. Creio que o maior destaque que se deve dar, foi uniformidade das opiniões dos participantes quanto aos cuidados que se deve ter quando analisarmos possíveis mudanças, para evitar que ocorram retrocessos nos temas de democratização e descentralização, pilares fundamentais da Lei".
Na opinião do Professor Canali, "A iniciativa do Observatório das Águas de promover uma mesa redonda sobre os avanços e dificuldades na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, vinte anos após a promulgação da Lei nº9.433/97, foi muito oportuna. O ambiente do evento, como era de esperar, era muito propício para uma análise do tema, que ainda apresenta desafios para quem se dedica a tratar das águas nacionais. De fato, muitos avanços podem ser constatados, especialmente, do ponto de vista institucional, os quais se traduzem na implantação de uma estrutura de governança das águas, tanto no âmbito da União, como no âmbito dos Estados e Distrito Federal, consolidando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.Por outro lado, quanto à aplicação dos instrumentos da Política - planos de recursos hídricos, enquadramento, outorga, cobrança e sistema de informações – avaliações feitas por diversos agentes e atores do Sistema mostram consideráveis dificuldades de entendimento e operacionais, particularmente o enquadramento dos corpos d’água em classes segundo os usos preponderantes da água e a cobrança pelo uso dos recursos hídricos.
Ainda para o Professor Canali, "tendo em vista o perfil dos convidados para a mesa redonda, pareceu-me importante provocar uma troca de visões e opiniões sobre o enquadramento que, a par das dificuldades que lhe são inerentes, traz em si a noção de que é absolutamente premente a necessidade de promover-se a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental, eis que se trata de questão altamente relevante em ambos os setores. Ocorre que, não obstante a determinação da Lei, e mais, não obstante o fato que no âmbito federal os referidos setores estão vinculados a um só Ministério, cujo titular preside os Conselhos Nacionais de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, estes ainda não produziram medidas e diretrizes vigorosas para assegurar a manutenção da qualidade das águas ou, sobretudo, a sua recuperação, que se faz cada vez mais urgente".
Ao final, o balanço da mesa foi que de a mesma cumpriu com seus objetivos e vale destacar a pergunta feita por Rosa Formiga, Professora da UERJ, "Qual é a sua avaliação da PNRH e do SINGREH 20 anos após a aprovação da Lei 9.433? Vocês estão satisfeitos com a sua performance e os seus resultados?" Todos foram unânime em afirmar que sim, compreendendo que os desafios de sua implementação fazem parte de um processo.
OGA BRASIL
O OGA Brasil é uma rede multissetorial que reúne 82 instituições do poder público, setor privado e organizações da sociedade civil e indivíduos que reconhecem a necessidade de monitorar o desempenho dos Sistemas Nacional e Estaduais de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e fortalecer a Governança das Águas no Brasil. 
Visite nosso site e acompanhe nosso trabalho: http://www.observatoriodasaguas.org/

OGA REALIZOU MESA REDONDA NO SIMPÓSIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HÍDRICOS OGA REALIZOU MESA REDONDA NO SIMPÓSIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HÍDRICOS

GOVERNO DE SP INVESTE EM RECUPERAÇÃO DE ESTRADAS RURAIS.

 Governo do Estado investe mais de R$ 42 milhões na recuperação de estradas rurais de 82 municípios
O Governo do Estado de São Paulo já readequou pelo menos 1.054,89 quilômetros de estradas rurais em 82 municípios paulistas com o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II – Acesso ao Mercado, executado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento estadual. O investimento na recuperação de estradas já chega a R$ 42,5 milhões.
Conhecido também por melhorar a vida do produtor rural integrante de cooperativas e associações com equipamentos, infraestrutura e insumos que o permitem agregar valor em sua produção, o Microbacias II também realiza a melhoria nas estradas por onde esta produção será escoada.
“O Microbacias II é com certeza um projeto de muito sucesso para nosso setor porque pensa na melhoria constante do cotidiano de trabalho do pequeno produtor e do agricultor familiar, como sempre nos orienta o governador Geraldo Alckmin”, lembrou o secretário Arnaldo Jardim.
Dede o início do Projeto, em 2011, já foram beneficiadas 268 organizações com 346 projetos, sendo 155 associações com 196 projetos; 80 cooperativas com 98 projetos; oito comunidades indígenas com 10 projetos e 25 comunidades quilombolas com 43 projetos. Também já foram reformadas 74 Casas da Agricultura (CAs), sendo investidos mais de R$ 11,8 milhões.
Por Hélio Filho


Atenciosamente, 

Assessoria de Comunicação 
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ANA ENVIA PROJETO LEGADO AO CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE

ANA envia Projeto Legado ao Conselho Nacional de Meio Ambiente

A Agência Nacional de Águas (ANA) encaminhou ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) proposta que altera a resolução deste sobre o enquadramento dos corpos hídricos de domínio federal. De acordo com o texto, a Resolução Conama nº 357/2005, que regulamenta a questão do enquadramento de águas federais, passaria a incorporar parâmetros de natureza biológica, além dos aspectos físico-químicos adotados atualmente.
As propostas encaminhadas pela ANA foram fruto do Projeto Legado, um esforço para aperfeiçoamento do arcabouço constitucional, legal e infralegal para a gestão das águas no Brasil e têm o objetivo de garantir maior segurança hídrica aos usos múltiplos das águas.
Projeto Legado
O Projeto Legado é uma iniciativa coordenada pela ANA que visa a oferecer aos atores do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) um conjunto de propostas para aperfeiçoamento do arcabouço jurídico e institucional brasileiro, de forma a resolver lacunas existentes e, assim, proporcionar condições de otimização da gestão de recursos hídricos no Brasil.
Ao longo do processo, representantes de vários setores usuários (indústria, agricultura e irrigação, energia, transportes, saneamento, turismo, pesca, etc.), comitês de bacias hidrográficas, agências de água, juristas e ex-dirigentes da ANA foram chamados a contribuir com reflexões e propostas ao documento-base do Projeto Legado, que está em sua quinta versão. O resultado desse trabalho foi consolidado em um conjunto de 20 propostas referendadas durante o XXII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado de 26 de novembro a 1º de dezembro deste ano, em Florianópolis (SC).
O desafio atual é o de levar esse conjunto de propostas ao conhecimento da sociedade civil organizada, de parlamentares e de todas as instituições que integram o Singreh, de forma a conquistar apoio e adesão ao Projeto. A fase de mobilização teve início na semana passada, com o envio do documento com as 20 propostas consolidadas, pela ANA, ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).
 As propostas
 O Projeto Legado apresenta propostas organizadas em três grandes grupos, num total de 20 apontamentos para efetiva implementação do processo de aperfeiçoamento. Os temas definidos como orientadores do processo foram Segurança e Infraestrutura Hídricas, Modelo de Governança frente ao desafio da Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos. Veja abaixo um pouco mais sobre a formação de cada grupo temático:
I. Segurança e Infraestrutura Hídricas: Coordenação regulatória em momentos de crise hídrica; Comitê interministerial de Segurança e Infraestrutura Hídricas; Classificação das águas para segurança hídrica; e Aperfeiçoamento da Política Nacional de Segurança de Barragens.
II. Modelo de Governança frente ao desafio da Gestão Integrada de Recursos Hídricos: Água e a Constituição Federal de 1988; Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos; Comitês Modulares incrementais; Sustentabilidade financeira dos Organismos de Bacia; Conferência Nacional das Águas; Modelo de pagamento por resultados; e Papel das mulheres na gestão das águas.
III. Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos: Implementação da Rede Nacional de Qualidade de Água; Aperfeiçoamento dos instrumentos de planejamento; Universidade Aberta da Água e capacitação; Aperfeiçoamento da cobrança pelo uso da água; Reuso; Outros instrumentos econômicos; Fiscalização; e Proteção de recursos hídricos especiais.
Para conhecer o documento na íntegra acesse o site do Projeto Legado.

INDICADOS PARA DIRETORIA DA ANA SÃO SABATINADOS NO SENADO

Indicados para diretorias na ANA são sabatinados no Senado                                                                                      

Os três indicados pelo presidente da República para ocupar cargos de diretores na Agência Nacional de Águas, que ficarão vagos em janeiro, foram sabatinados hoje pela manhã na Comissão de Meio Ambiente do Senado.
Em 30 de novembro, Oscar de Moraes Cordeiro Netto, ex-diretor da ANA e professor da Universidade de Brasília (UnB), foi indicado para a vaga atualmente ocupada por João Gilberto Lotufo Conejo, diretor da área de Regulação. Oscar recebeu 14 votos dos senadores depois da sabatina.
A subchefe adjunta coordenadora de Infraestrutura da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, Christianne Dias Ferreira, foi indicada no dia 1º de dezembro para o cargo de Vicente Andreu, atual diretor-presidente da ANA. Ela recebeu 10 votos dos senadores presentes.
Marcelo Cruz, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, recebeu 15 votos. Sua indicação foi enviada ao Senado no dia 5 de dezembro para a vaga atualmente ocupada pela servidora da ANA Gisela Forattini, diretora de Planejamento de Recursos Hídricos.
As indicações ainda serão submetidas a votação no plenário do Senado e, caso aprovados, os indicados poderão tomar posse a partir de 15 de janeiro.
Oscar de Moraes Cordeiro Netto
Oscar foi diretor da ANA entre 2004 e 2008 e atualmente é um dos membros da Comissão Julgadora do Prêmio ANA 2017. Entre 2002 e 2003, ele exerceu o cargo de presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) e atuou como membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) onde presidiu a Câmara Técnica do Plano Nacional de Recursos Hídricos (CTPNRH) de 2002 a 2004. Oscar já integrou o Comitê Técnico da Parceria Global pela Água (GWP na sigla em inglês).
Natural do Rio de Janeiro, Oscar Cordeiro é professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) desde 1996, onde também graduou-se como engenheiro civil em 1978. É mestre em Técnicas e Gestão do Meio Ambiente pela Escola Nacional de Pontes e Estradas (ENPC, na sigla em francês), da França, em 1989, e doutor em Ciências Técnicas Ambientais pela ENPC (1995).
Christianne Dias Ferreira
Christianne atua como subchefe adjunta coordenadora de Infraestrutura da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República desde maio de 2016. Integra o Conselho Fiscal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde setembro de 2016. Entre 2007 e 2016 atuou como assessora jurídica da Procuradoria Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Ela é professora de Direito Privado e professora assistente do Núcleo de Prática Jurídica do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) deste 2010. Mineira de Belo Horizonte, graduou-se em Direito em 2002 pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Também possui especialização em Processo Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestrado em Direito e Políticas Públicas pelo UniCEUB, onde atualmente cursa doutorado em Direito e Políticas Públicas.
Marcelo Cruz
Desde maio de 2016, Marcelo Cruz é secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Ele integra o quadro do Banco do Brasil e já exerceu os seguintes cargos: subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério de Minas e Energia; coordenador-geral de Planejamento de Serviços Postais do Ministério das Comunicações; subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, diretor de Recursos Logísticos da Casa Civil da Presidência da República, entre outras funções.
Também natural do Rio de Janeiro, Marcelo Cruz é graduado em Economia pelas Faculdades Integradas da Católica de Brasília, atualmente Universidade Católica de Brasília (UCB). Possui MBA na área de Solução em Governo Eletrônico com utilização da WEB pelo Centro Universitário de Ciências Gerenciais (UMA-MG) e NestBoston.

MMA ABRE CHAMADA PÚBLICA PARA SELEÇÃO DE NOVAS SALAS VERDES

Ministério do Meio Ambiente abre chamada pública para seleção de novas Salas Verdes
Na última segunda-feira (11), o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Departamento de Educação Ambiental, abriu a chamada pública para selecionar novos espaços, nos quais serão instaladas as conhecidas “Salas Verdes”. As inscrições devem ser feitas até o dia 07 de fevereiro de 2018 e devem ser realizadas pelo link: http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/educomunicacao/salas-verdes.  
Podem se inscrever para sediar uma Sala Verde: secretarias municipais de educação e meio ambiente, unidades de conservação, organizações governamentais e não governamentais, e organizações da sociedade civil de interesse público. Para participar da seleção, a instituição deve elaborar um Projeto político-pedagógico com a proposta de atuação do espaço.
As Salas Verdes são destinadas a atividades educativas voltadas à temática socioambiental, integrando centros de informação e formação ambiental. Sendo assim, as instituições selecionadas, devem fornecer o espaço físico, a equipe, os equipamentos e demais recursos, enquanto o Ministério do Meio Ambiente chancela as atividades educacionais, divulga as ações voltadas para o projeto e oferece formação a distância, além de materiais educativos em formato digital.
Os municípios associados ao Consórcio PCJ de Artur Nogueira, Bragança Paulista e Rio Claro já possuem Salas Verdes, somando às mais de 350 existentes no país.
Sobre as Salas Verdes
Coordenado pelo Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Projeto Sala Verde tem o intuito de incentivar a implantação de espaços socioambientais que atuem como potenciais Centros de Informação e Formação Ambiental, buscando implantar um local que ofereça a possibilidade de reflexão e construção de um pensamento e ação que visa o bem do meio ambiente.
Esse espaço é vinculado a uma instituição pública ou privada que tenha suas ações e programas educacionais voltados a questões ambientais. Assim, as Salas Verdes cumprem um papel dinamizador, viabilizando iniciativas de gestão ambiental, com a participação dos diversos segmentos da sociedade, em direção à sustentabilidade.
Serviço:
Chamada pública para criação de novas Salas Verdes
Inscrições: até 07 de fevereiro de 2018.
Telefones: (61) 2028-1569 / (61) 2028-1570 / (61) 2028-3269 / (61) 2028-1328