quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NATUREZA DOENTE

A Natureza mais doente do que nunca

Neste último século, o meio ambiente vêm sofrendo uma grande e acelerada transformação. E muitas destas alterações na natureza são praticamente irreversíveis a curto ou médio prazo. Se continuarmos com o mesmo ritmo de desenvolvimento, sem procurarmos estabelecer limites ao manejo e preservação dos recursos ambientais, a qualidade de vida no planeta diminuirá vertiginosamente.
Alguns dados alarmantes, expostos no relatório do Green Peace "Mudanças do Clima, Mudanças de Vida":
  • A incidência de furacões nível 5 está aumentando consideravelmente. Em 2005, somente em torno do Oceano Atlântico, foram registrados 15 do tipo;
  • Nas últimas décadas, a média da temperatura mundial foi elevada em 0,7°C. No sul do Brasil, o aumento foi de 1,4°C;
  • Em 2005, aconteceram 360 desastres naturais, um aumento de 18% em relação a 2004;
  • Em 25 anos, 620 mil mortes foram registradas em virtudes de desastres naturais;
  • Desmatamentos e queimadas lançam, anualmente, mais de 200 milhões de toneladas de carbono na atmosfera;
  • Entre 2002 e 2005, a Amazônia perdeu 70.000km² de seu território em virtude de desmatamentos e queimadas indiscriminadas;
  • Até o final do século, prevê-se um aumento de até 7°C na temperatura da região semi-árida do nordeste brasileiro;
  • Atualmente, cerca de 1,2 bilhões de pessoas se encontram no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões;
  • Nos próximos 50 anos, o nível do mar deve subir entre 30 e 80cm, devido ao derretimento das calotas polares;
  • O aumento de temperatura registrados nos últimos 50 anos foi de 3°C;
  • O Brasil é quarto maior poluidor do planeta;
  • Nos últimos 12 anos, na Antártica já foram perdidos 14km² de gelo;
  • O prejuízo estimado com os desastres ambientais dos últimos 10 anos é de 570 bilhões de dólares;
       http://diadaarvore.org.br/meioambiente/fatosalarmantes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Veja como é possível aproveitar ao máximo os alimentos e evitar o desperdício
Por Elis Jacques às 12h51 de 23/08/2011

Muitas partes não convencionais dos alimentos podem ser aproveitadas, sendo que o uso delas também faz parte e aumenta a qualidade de vida e saúde. Algumas partes julgadas como lixo possuem até 5 vezes mais nutrientes e fibras do que a polpa que estamos acostumados a consumir, como a da laranja. A casca da laranja chega a conter até 6 vezes mais fibras, 4 vezes mais fósforo e 40 vezes mais cálcio do que a polpa. Outros exemplos são a casca de melancia, que tem até 3 vezes mais potássio e a casca de mamão com 2 vezes mais proteínas.
Aline Rissatto, nutricionista e gastróloga, faz parte da ONG Banco de Alimentos, apresenta o programa “Receita de Família” da TV Brasil e dá algumas dicas para evitar desperdícios na cozinha:
1. Os talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa, entre outros, contém fibras e vitaminas e devem ser aproveitados em refogados, no feijão e na sopa, para o preparo de suflês ou como recheio de tortas.
2. Não jogue fora os talos do agrião, pois eles contêm muitas vitaminas, em especial a vitamina C, importante para combater infecções, como a gripe. Refogue com tempero e prepare um omelete com ovos batidos.

3. As folhas da cenoura são ricas em vitamina A e devem ser aproveitadas para fazer bolinhos, sopas ou picadinhos em saladas. O mesmo pode se dizer das folhas duras da salsa.
A água do cozimento das batatas acaba concentrando todas as vitaminas. Aproveite-a, juntando leite em pó e manteiga para fazer purê.

4. As cascas da batata, depois de bem higienizadas, podem ser fritas em óleo quente, ou assadas, e servidas como aperitivo.
5. A casca da laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, como arroz doce e cremes ou cristalizada para servir com o café;
6. A parte branca da melancia pode ser usada para fazer doce, que se prepara como o doce de mamão verde;
7. Com as cascas das frutas (ex: goiaba, abacaxi, etc), pode-se preparar sucos batendo-as no liquidificador. Este suco pode ser aproveitado para substituir ingredientes líquidos no preparo de bolos.

Manejo pode ser mais eficaz do que proteção florestal para evitar desmatamento



por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
Novo estudo do Centro Internacional de Pesquisa Florestal compara manejo comunitário a áreas de proteção florestal e indica que a primeira opção pode ser mais eficiente para prevenir degradação ambiental e manter a vegetação em pé.
1339 Manejo pode ser mais eficaz do que proteção florestal para 
evitar desmatamentoPor muito tempo acreditou-se que a melhor maneira de conservar uma floresta era isolá-la do contato com o ser humano, e o manejo florestal era visto com desconfiança pelos que queriam preservar a natureza. Mas um novo estudo do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR) revela que a gestão florestal pode ser tão ou mais eficaz que as áreas de proteção para conservar a vegetação. Isso pode ser um novo incentivo para os projetos de REDD, que se baseiam na ideia de aliar a preservação ambiental à sobrevivência das comunidades.
A nova pesquisa do CIFOR, publicada no jornal Forest Ecology and Management, analisou 40 áreas de proteção e 33 comunidades florestais em 16 países – 11 na América Latina, três na África e dois na Ásia – e descobriu que as áreas protegidas perdiam cerca de 1,47% de cobertura florestal por ano, enquanto os bosques geridos pelas comunidades tinham uma perda de cerca de 0,24% ao ano.
“Nossas descobertas sugerem que uma floresta guardada por uma cerca e designada como ‘protegida’ não necessariamente terá sua extensão mantida em longo prazo, se comparada a florestas administradas por comunidades locais – na verdade, as primeiras perdem muito mais”, declarou Manuel Guariguata, cientista do CIFOR e um dos coautores do relatório.
Além disso, o relatório também aponta que o número de regiões onde havia um aumento da cobertura florestal era maior nas áreas de manejo florestal comunitário (CMF) do que nas regiões de proteção. Nas 33 áreas de CMF observadas, 20 delas, ou 60,6%, estavam sendo regeneradas, enquanto nas regiões protegidas, das 40 analisadas, 19, ou 47,5%, eram recuperadas.
O estudo diz que a preservação das florestas pelas comunidades ocorre também em parte porque nem sempre as causas do desmatamento, como o aumento da população e a expansão agrícola, criam, de fato, impactos no meio ambiente. “Os ejidos, em Quintana Roo, no México, exemplificam como a manutenção da cobertura florestal em uma CMF pode ocorrer mesmo com a presença de pressões do desmatamento”.
Segundo os autores, nesta comunidade “os fatores de desmatamento como o desenvolvimento da infra-estrutura, o crescimento populacional, a expansão agrícola e os programas de desenvolvimento não necessariamente resultam em taxas anuais de desmatamento maiores, principalmente porque as comunidades têm trabalhado regras para manejar as áreas florestais”.
Para Guariguata, esse resultado pode ser muito positivo para os projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e Manejo Sustentável (REDD+), já que indica que a participação comunitária na construção e na implementação dos projetos é de grande importância, o que é um conceito básico deste programa da ONU.
“Depois de décadas de expansão das áreas protegidas, a necessidade de incorporar as preocupações com os direitos humanos e a justiça nos objetivos de manejo é agora inquestionável. Os esquemas de REDD+ podem ser uma oportunidade de reconhecer o papel que as comunidades locais têm na redução do desmatamento”, explicou o coautor.
Esta não é a primeira pesquisa que relaciona o CMF a melhores níveis de conservação florestal. Ainda em agosto, um estudo dos cientistas Andrew Nelson e Kenneth M. Chomitz publicado no PLoS ONE apontava que regiões administradas por comunidades, sobretudo indígenas, tinham conservado 16% da floresta em oito anos, um índice mas eficaz do que o das áreas protegidas. O relatório do CIFOR, porém, inova ao indicar que esse processo é uma tendência mais ampla.
Além disso, dados preliminares de outro relatório do CIPOR indicam que comunidades que vivem perto de florestas recebem mais de 20% de sua renda familiar de recursos florestais. Isso sugere que é muito mais provável que as comunidades estabeleçam um manejo sustentável nos bosques se elas dependem destes para sobreviver.
“Quando feito apropriadamente, os benefícios do manejo comunitário podem ser vistos em longo prazo, levando a uma maior participação na conservação, na redução da pobreza, no aumento da produtividade econômica e na proteção de muitas espécies florestais”, esclareceu Guariguata.
Ainda de acordo com o estudo, florestas sob o CMF somam cerca de 8% do total de bosques manejados no mundo, e 20% das florestas da América Latina. “Esse número poderia aumentar agora que descobrimos que o manejo florestal comunitário pode levar a melhores resultados ambientais e de sustento do que as reservas convencionais”, afirmou Guariguata.
“No entanto, há assuntos específicos envolvendo direitos de posse, regulamentações governamentais e forças de mercado locais e internacionais que influenciam a possibilidade de resultados positivos para pessoas e florestas. Precisamos aprender como esses fatores interagem a fim de desenvolver intervenções políticas apropriadas”, acrescentou ele.
Ainda assim, o coautor da pesquisa ressalta que as áreas de proteção também são muito importantes para a preservação das florestas, e que todos estes mecanismos devem ser combinados. “Não estamos argumentando que os parques em áreas florestais tropicais são inúteis. Ao contrário, estamos argumentando que florestas manejadas por comunidades são uma peça-chave do pacote de conservação florestal”, concluiu Guariguata.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
http://envolverde.com.br/

CURSO CAPACITA COOPERATIVAS A LIDAR COM ELETRÔNICOS Com apoio da Petrobras e parceria com a USP, o Instituto GEA oferece curso para tornar a triagem mais rentável e segura. Separar e classificar o lixo eletrônico por tipo de material e encaminhá-lo para recicladoras especializadas pode render às cooperativas até 100 vezes mais, em algumas peças, que a atual forma de tratamento. Esse objetivo econômico, aliado à necessidade de cuidados com a saúde e o meio ambiente na hora de lidar com esse tipo de produto, levou o Instituto GEA - Ética e Meio Ambiente a preparar um projeto para a capacitação dos catadores. O GEA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) criada para desenvolver a educação ambiental e assessorar a população a implantar programas de coleta seletiva e reciclagem. O Projeto Eco-Eletro foi desenvolvido em parceria com o Laboratório de Sustentabilidade - LASSU, vinculado ao Centro de Computação Eletrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Um grande impulso para levar a iniciativa adiante veio do programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobras que escolheu o projeto do GEA juntamente com outros 112 contemplados, entre 5.183 trabalhos, para receber patrocínio da empresa. Com duração prevista de 18 meses, o projeto recebe dez cooperados por mês para os cursos gratuitos que duram duas semanas, com 20 horas teóricas e 40 horas práticas. A primeira turma foi formada em abril deste ano. "Inicialmente, pretendíamos atender a região metropolitana de São Paulo, mas já recebemos solicitações da Baixada Santista e do interior do estado. Existe um grande desconhecimento sobre como tratar corretamente os equipamentos de informática e telefonia e, portanto, há também um grande interesse por parte das cooperativas", afirma Wanderley dos Anjos, gestor ambiental do GEA. Resultados práticos No curso, os catadores aprendem a identificar as peças com maior valor agregado, são informados sobre os preços médios de mercado e recebem indicação de recicladoras já selecionadas pelo Laboratório de Sustentabilidade da USP e certificadas pela Cetesb. Os treinamentos ocorrem na sede do Lassu, sob orientação e supervisão da equipe técnica do Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática. Esse centro, que funciona no campus Butantã da USP, tem a finalidade de coletar e destinar adequadamente os resíduos eletrônicos. "Dois de nossos 45 cooperados participaram do curso e, quando voltaram, repassaram o conteúdo para os outros. Aprendemos muito sobre os riscos que devemos evitar e sobre as peças, muitas delas nem sabíamos que eram recicláveis. Com isso, aumentamos nosso lucro e estamos trabalhando de forma mais segura", conta Mara Lúcia Sobral Santos, da Cooperativa de Coleta e Triagem da Granja Julieta, em São Paulo. Mas o trabalho do GEA não termina no final do curso. Seus técnicos visitam as cooperativas para ver in loco o que ainda precisa ser revisto e melhorado. O instituto também está incentivando as cooperativas a se tornarem pontos de entrega voluntária de equipamentos eletrônicos. "Estamos preparando a infraestrutura básica para isso. Desenvolvemos painéis para serem instalados nas cooperativas, lembrando os principais pontos do curso, e folhetos para serem entregues pelos catadores em estabelecimentos comerciais e residências, indicando seu atendimento", diz Ana Maria Domingues Luz, presidente do GEA. "É um trabalho muito complexo que demanda um grande esforço educacional junto às cooperativas e à população. Mas os resultados têm sido compensadores." . Para saber mais: www.institutogea.org.br/ecoeletro
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BRASILEIROS DESENVOLVEM TECNOLOGIA PARA RECICLAGEM DO PET Não são poucas as mostras da persistência e da inventividade dos brasileiros para superar desafios em suas atividades. Essa capacidade de inovação acaba de gerar resultados significativos em um trabalho desenvolvido por um grupo de pesquisadores brasileiros voltado à reciclagem do politereftalato de etileno, mais conhecido como PET. Em novembro de 2002, os engenheiros Edmilson Renato de Castro e Luiz Alberto Jermolovicius começaram a se dedicar, por conta própria, a um projeto de reciclagem química de PET, transformando- o novamente em ácido tereftálico e etileno glicol que, por sua vez, geram PET virgem. "Considerando que a reciclagem convencional apenas muda a forma do PET (de garrafa para vassoura, camiseta, corda etc.), decidimos desenvolver um processo que elimine o PET pós-consumo da biosfera e ainda reduza o consumo de matéria-prima derivada do petróleo em sua fabricação", explica Luiz Alberto Jermolovicius. "Secundariamente, há o incentivo econômico para aumentar a coleta seletiva de PET." Em 2005, a Braskem aderiu ao grupo, tornando-se codepositante da patente então desenvolvida. "Temos incentivado e acompanhado uma série de projetos acadêmicos. É, sem dúvida, uma maneira de ampliar o portfólio e apoiar novas pesquisas", afirma Luis Fernando Cassinelli, da Braskem. Dois anos depois, a dupla contou com o reforço do técnico mecânico Mário Túlio Monteiro que construiu a planta piloto atual, com apoio da Braskem. O maior desafio - chegar a um modelo economicamente viável em larga escala – foi superado e o processo já obteve patente nos Estados Unidos neste ano e tem pedidos depositados no Brasil, Europa e Ásia. "Nosso próximo passo será construir uma planta piloto de maior porte que permita demonstrar a eficiência deste processo, para que possamos iniciar o reaproveitamento total do PET", planeja Jermolovicius. Para saber mais: jermol@terra.com.br http://www.cempre.org.br/_img/ci117_001.jpg