segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Boletim Trilha Transmantiqueira

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), "voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos..."
     Em estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade. Doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional. 

Você quer ser um “voluntário” para ajudar a implementar a Trilha de Longo Curso Transmantiqueira?
Ingresse em um Grupo de Trabalho (GT) dentro de um dos setores da trilha e enquadre-se em uma dessas atividades:

1)participar das reuniões mensais dos diversos GTs;
2)participar dos seminários que a ATT (Associação Trilha Transmantiqueira) realiza;
3)participar dos mutirões de sinalização “rústica” dos trechos da trilha;
4)participar de vistorias e reconhecimentos de itinerários, a fim de melhorar o traçado da trilha;
5)apresentar propostas de novos traçados a fim de melhorar o existente, privilegiando trilhas às estradas;
6)ajudar no levantamento de pontos de apoio ao longo do trajeto (hospedagem, campings, restaurantes, bancos, ATMs, farmácias, hospitais, Bases da Polícia Militar, etc.)
7)participar do contato com os proprietários particulares de terras por onde a trilha está passando;
8)ajudar a levantar a história de determinados trechos da trilha (Nome? Usado por quem? Desde quando?), conversando com as comunidades do entorno;
9)participar do contato com as instituições que tem governança sobre o traçado (Unidades de Conservação, RPPNs, Prefeituras, etc.)
10)adotar um trecho da trilha, informando para a ATT as necessidades do mesmo (manejo, sinalização, etc.), realizando vistorias trimestrais.

Os Grupos de Trabalho estão constando aqui do nosso Boletim, na Página 02, distribuídos de acordo com a região em que a trilha está passando.
Caso tenha interesse, é só enviar enviar um email ou entrar em contato via WhatsApp 
(12) 97401-7200

Abraços!
E boa leitura!

Associação Trilha Transmantiqueira - ATT

Futura ministra da agricultura pensa em bonificar quem cumprir as medidas

Futura ministra da agricultura pensa em bonificar quem cumprir as medidas

O cumprimento da lei de preservação ambiental pode ser passível de prêmios no próximo. Governo. Isso porque a futura ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina. O benefício, segundo ela, sob análise seria em forma de green bonds -em português, títulos verdes-, um ativo financeiro aplicável em projetos sustentáveis. A isenção do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR) foi citada por integrantes da equipe de transição na área ambiental como forma de compensação, mas minimizada pela futura ministra.
O ITR rendeu R$ 1,4 bilhão em 2017, 0,1% da arrecadação federal de impostos informada pela Receita. "A preservação só vale a pena se a pessoa sentir que ela tem alguma bonificação. Isenção de ITR é tão pequeno, não é o que move as pessoas. Você tem green bonds, tem Bolsa hoje para isso. Na Inglaterra, no mundo, tem gente aí que tem títulos para isso. São coisas muito mais modernas", explica.
O pesquisador Evaristo de Almeida, chefe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), salienta o papel de produtores rurais na preservação ambiental: "Os agricultores preservam 218 milhões de hectares, preservam dentro dos imóveis 25,6% do Brasil. Mais de um quarto do território nacional está dedicado à preservação da vegetação nativa dentro dos imóveis rurais".
Dois dos nomes cotados para assumir o Ministério do Meio Ambiente no governo Bolsonaro defendem formas de compensação ao proprietário rural que preserve, não somente aquilo exigido em lei, mas excedentes. O ex-secretário de Meio Ambiente do governo Alckmin, em São Paulo, o advogado Ricardo Salles defendeu em reuniões o PSA, prática em vigor na Pasta Estadual. O agrônomo, Xico Graziano, também citado por Bolsonaro, tem pensamento convergente.
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Segundo a futura ministra, a proposta está em estudo e ainda não foi, em suas palavras, democratizada, isto é, não é consensual (Foto: reprodução)
"A minha opinião é que é fundamental na agenda da futura política ambiental do Brasil, um tema prioritário, mas não conversei com ninguém a respeito. É uma retribuição que o mundo todo faz, lá fora é chamado de serviços ecossistêmicos. A ONU tem um programa. É uma tendência, eu diria, à qual o Brasil deve rapidamente se vincular e asseverar essa agenda", classifica.
Já a futura ministra também destaca que trabalha com esse cenário. "Se eu tenho de preservar 20% e quero 30% ou 40%, por que não ter esse benefício? Se todo o mundo está usufruindo disso, o oxigênio, a captação de carbono, por que você vai deixar o produtor com esse ônus? Se ele pode ganhar por isso, vai fazer com muito mais prazer, pode deixar até mais áreas sendo preservadas", justifica.
O coordenador do Instituto Sociambiental, Rodrigo Junqueira, conta considerar a proposta de premiar quem cumpre a lei "uma aberração do ponto de vista da isonomia", porque outros setores não são beneficiados apenas por respeitar a lei. Segundo ele, dar incentivo financeiro para a proteção ambiental é uma previsão do Código Florestal, mas falta regulamentação.
Fonte: Folha de São Paulo

Brasil,vanguarda da Economia Verde

Brasil, vanguarda da Economia Verde
Um passo decisivo para a entrada do Brasil na Economia Verde foi dado com o lançamento, na Câmara dos Deputados, da Frente Parlamentar para a Criação de Estímulos Econômicos para a Preservação Ambiental. É um grande orgulho, como deputado federal, coordenar esta iniciativa que avança além do conceito de "controle/comando", que atualmente orienta a legislação ambiental, para uma nova concepção de "estímulo e indução". 
Ao lado de 23 entidades representativas do setor produtivo, vamos formular e buscar aprovar legislações que estabeleçam e fortaleçam instrumentos para construir caminhos em que o Brasil defina seu modelo de transição para uma economia de baixo carbono.
A Frente é um foro para debates e divulgação da "Tributação Verde". Base para um sistema tributário que leve em consideração o impacto ambiental na produção dos diversos bens e serviços. Queremos para isso reunir ideias e propostas, difundi-las e aprová-las!
É preciso aproveitar o momento atual, pleno de discussões sobre importantes reformas estruturais indispensáveis para o Brasil. Assim utilizar a política tributária para que os valores dos diversos bens e serviços incorporem também os seus custos ambientais e assim os sustentáveis prevalecer sobre os antiquados que muito custam! 
Este valor já é adicionado em diversas cadeias produtivas, principalmente as que participam do comércio internacional, como o agronegócio. Tanto os produtores quanto os consumidores finais já sabem que é indispensável, em cada produto, ou serviço, mensurar o impacto que ele provoca na natureza e buscar formas de mitigar esses efeitos. 
Estudos de consagrados economistas indicam que a transição para uma economia de baixo carbono tem que passar, necessariamente, pela adoção de medidas que incorporem este custo ambiental e isto significa consolidar as chamadas "externalidades" e assim consolidar as vantagens da produção sustentável!
Eles apontam ser preciso onerar os modos de produção nocivos ao meio ambiente em relação àqueles que contribuem para sua preservação.
Nossa Frente incentivará as boas práticas ambientais, elaborando propostas que tragam a necessária segurança regulatória para o investimento em tecnologias de baixo carbono. Isso estimula a pesquisa e o desenvolvimento, além de formar cadeias produtivas sustentáveis, elementos essenciais para uma indústria limpa. 
Importantes passos nesta direção já foram dados, como a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de minha autoria como deputado federal. Ao estimular a produção e o consumo de produtos e embalagens recicláveis e reutilizáveis, esse modelo de tributação favorece o retorno dos resíduos ao processo produtivo. 
Significa realizar o processo de logística reversa e aumentar a renda e o emprego de recicladores e catadores de materiais recicláveis - atividades intensivas em mão-de-obra e, portanto, de grande importância para a coletividade. 
Esperamos que a resposta dos agentes econômicos a estes estímulos venha no incremento da atividade industrial a partir do desenvolvimento tecnológico. Inovações capazes de dar sustentabilidade econômica ao aperfeiçoamento dos modos de produção. 
A criação desta Frente Parlamentar faz com que a Câmara dos Deputados contribua para assegurar o bem-estar das presentes e futuras gerações, aperfeiçoando as políticas tributária e ambiental brasileiras. Cuidar do meio ambiente não é apenas nobre e necessário, é dever do Estado. 
Algo que a própria Constituição de 1988 já preconiza no Artigo 225.
"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações."
É hora da Economia Verde!

Arnaldo Jardim - Deputado Federal - PPS/SP

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Seleção de pessoal para AGEVAP recebe inscrições até dia 30 de outubro.

Seleção de pessoal para AGEVAP recebe inscrições até 30 de outubro


Zig Koch / Banco de Imagens ANARio Paraíba do Sul (RJ)
Rio Paraíba do Sul (RJ)
A Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) está com inscrições abertas, até 30 de outubro, para processo seletivo para 12 vagas de nível superior na instituição. As oportunidades são para especialista administrativo (4) e especialista administrativo – área de conhecimento Comunicação (1), cuja remuneração é de R$ 4.003,96. Também há sete vagas para especialista em recursos hídricos, cargo com salário de R$ 5.281,89. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, em regime de dedicação exclusiva regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Segundo o edital do Processo Seletivo AGEVAP nº 01/2018, as inscrições podem ser realizadas até as 23h59 do próximo dia 30 exclusivamente por meio da página da Associação Educacional Dom Bosco (AEDB): www.aedb.br/concursos/agevap. O valor da taxa de inscrição é de R$ 89,50 e os candidatos devem observar a formação exigida para cada um dos três cargos oferecidos. A AGEVAP é a entidade delegatária das funções de agência de água na bacia do rio Paraíba do Sul, principal manancial da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 
Em 16 de dezembro, das 13h às 17h, em Resende (RJ), acontecerão as provas da seleção para todos os cargos, sendo uma delas objetiva e a outra de redação técnica. Ambas são eliminatórias e classificatórias. Também está prevista a apresentação de currículo e comprovação de títulos, sendo esta avaliação de caráter classificatório. A divulgação do resultado final está prevista para 15 de janeiro de 2019 e a convocação dos aprovados para quatro dias depois. 
A critério da AGEVAP os contratados poderão ser alocados na sede da instituição, em Resende, ou nas unidades descentralizadas em Itaperuna (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Nova Friburgo (RJ), Petrópolis (RJ), Seropédica (RJ), Volta Redonda (RJ), Juiz de Fora (MG) ou Cataguases (MG). Os selecionados também deverão ter disponibilidade para viagens dentro da área de atuação da AGEVAP e outras localidades de acordo com as demandas da entidade delegatária. 
Agências de água
As agências de água integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e a sua criação deve ser solicitada pelo comitê de bacia hidrográfica e autorizada pelo respectivo conselho de recursos hídricos. A viabilidade financeira de uma agência deve ser assegurada pela cobrança pelo uso de recursos hídricos em sua área de atuação. 
Enquanto as agências de água, que atuam como braço executivo dos comitês, não estiverem constituídas, os conselhos de recursos hídricos podem delegar, por prazo determinado, o exercício de funções de competência das agências para organizações sem fins lucrativos – estas são as entidades delegatárias. Saiba mais sobre as agências de água.
A bacia do Paraíba do Sul
A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área de aproximadamente 62.074km² e abrange 184 municípios, sendo 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a 1.800 metros de altitude. O curso d’água percorre 1.150km, passando por Minas, até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra (RJ). Os principais usos da água na bacia são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica. Saiba mais sobre a bacia do Paraíba do Sul.
Cronograma da seleção 
Tabela_AGEVAO

Seminário de encerramento do Interágua debate legado do programa para o Setor

Seminário de encerramento do Interáguas debate legado do programa para o Setor

Instituído em 2012 para articular e coordenar órgãos públicos que atuam no setor de água, o Interáguas será encerrado este mês. Em sete anos, o Programa Intersetorial de Desenvolvimento do Setor Águas, que contou com financiamento do Banco Mundial, viabilizou inéditas e integradoras ações da Agência Nacional de Águas e dos ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional e das Cidades. O portifólio do Interáguas foi tema do Seminário PROGRAMA INTERÁGUAS – Contextualização e Avaliação (programação aqui) nos dias 26 e 27 de setembro na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), apoiador do Programa.
As ações do Programa são ainda mais relevantes devido a diversos quadros de escassez hídrica no Brasil nos últimos anos, que podem ser agravados pelos processos de mudanças climáticas”, disse o diretor e Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Marcelo Cruz.
O Atlas Esgotos, que mapeou todos os municípios brasileiros com a oferta dos serviços, o caminho do esgoto e o tipo de tecnologia utilizada para tratar a carga orgânica, é um dos programas do Interáguas. O Atlas, que resultou ainda em o aplicativo Água e Esgotos, que disponibiliza essas informações gratuitamente em smartphones, foi um dos temas das apresentações na quinta-feira.
Outros programas coordenados pela ANA são o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), que inclui o desenvolvimento de um indicador de segurança hídrica, junto com o Ministério da Integração; e a Avaliação Hidrogeológica dos Sistemas Aquíferos Cársticos e Fissuro-Cársticos na Região Hidrográfica do São Francisco. O estudo, que envolveu os estados que dividem a região hidrográfica, teve o objetivo de desenvolver estratégias para a gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
“Pela primeira vez está sendo desenvolvido um indicador de segurança hídrica que é baseado em quatro dimensões: humana, que se refere, por exemplo, à população e ao risco a que ela está exposta; econômica, sobre os usos dos recursos hídricos; resiliência, que está relacionado, por exemplo, à reservação de água  e variação de chuvas, entre outros fatores; e ecossistêmica, como a qualidade da água e o manejo de rejeitos. Esses indicadores vão ajudar a identificar as obras estratégicas necessárias para aumentar a segurança hídrica do País”, explicou Sergio Ayrimoraes sobre o PNSH, previsto para ser finalizada até o início do próximo ano. 
Estruturado a partir de três eixos de atuação: Gestão dos Recursos Hídricos; Água, Irrigação e Gestão de Desastres e Defesa Civil; e Abastecimento de Água e Saneamento e Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado, o Interáguas estimulou a atuação conjunta dos órgãos participantes, um dos fatores destacados no Seminário.
Por meio do Interáguas, o Brasil estruturou, ao longo de sete anos, um conjunto de ações para fortalecer a gestão integrada de recursos hídricos. Entre elas, além das já citadas, a ampla avaliação do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), a adequação de empreendimentos da União à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), a estruturação de planos estaduais de agricultura irrigada e de recursos hídricos, e a estruturação de diretrizes para um Plano Nacional de Reuso de Efluentes Sanitários Tratados, a estruturação de novos manuais de proteção e defesa civil e o desenvolvimento de estudos para avaliar a viabilidade de energias eólica e solar na integração do rio São Francisco com o Nordeste Setentrional.
Os conhecimentos gerados nos sete anos de funcionamento do programa serão disponibilizados no site do Interáguas, para estimular a continuidade dos programas e a concretização de políticas públicas futuras.

Pesquisadores apresentam resultados de estudos sobre mudanças climáticas

Pesquisadores apresentam resultados de estudos sobre mudanças climáticas

Zig Koch / Banco de Imagens ANAGado ilhado no Pantanal (MS) durante período de cheia.
Gado ilhado no Pantanal (MS) durante período de cheia.
De 1º a 4 de outubro, acontece em Brasília a 3ª Oficina de Trabalho Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos. O objetivo é identificar os principais avanços e impactos dos 35 projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas, selecionados por meio do Edital CAPES/ANA nº 19/2015 e da Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015. O encontro é realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 
Durante a 3ª Oficina, no auditório do CNPq, representantes dos projetos selecionados terão a oportunidade de apresentar os resultados finais e os avanços obtidos nos quase 3 anos de trabalho. O evento também proporciona o intercâmbio entre as instituições de pesquisa que desenvolvem os projetos sobre mudanças climáticas, além de um espaço de diálogo entre os pesquisadores e os representantes dos órgãos públicos envolvidos nas seleções. 
Os projetos de pesquisa selecionados abordam os impactos da mudança do clima sobre os sistemas naturais e humanos, medidas de adaptação com ênfase em recursos hídricos e usos da água, além de estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação do Brasil. Estes projetos de pesquisa se encerram até o fim do ano. 
Entre segunda e quarta-feira, os representantes dos 35 projetos terão um espaço de 20 a 40 minutos cada para apresentar os resultados das pesquisas sobre mudanças climáticas. A programação tem apresentações de pesquisadores de universidades das cinco regiões do País e de instituições nacionais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Na manhã da próxima quinta-feira, 4 de outubro, haverá uma discussão sobre os resultados apresentados, uma avaliação do evento e o encerramento da 3ª Oficina. 
Edital ANA/CAPES 
Através do Edital CAPES/ANA nº 18/2015, lançado em outubro daquele ano, as duas instituições buscaram apoiar a pesquisa científica e tecnológica em mudanças climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos. A área temática específica contemplada por esta seleção foi a de “Desenvolvimento de Modelos Global e Regional do Sistema Terrestre e Geração de Cenários de Mudanças Climáticas e de Usos da Terra Voltados ao Fornecimento de Projeções de Alterações de Comportamentos Hidrológicos”. 
O Edital foi voltado a pesquisadores de instituições de ensino superior (IES) ou instituições de pesquisa brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos e com programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela CAPES com áreas de concentração ou linhas de pesquisa nas áreas de Mudanças Climáticas e Hidrologia. Também puderam participar cursos dirigidos aos temas contemplados no edital ou instituições que apresentaram projeto viável de implantação de pós-graduação stricto sensu nas linhas de pesquisa mencionadas. 
Chamada MCTI/CNPq/ANA
Também em outubro de 2015, foi lançada a Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015 para selecionar propostas para apoio financeiro a projetos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação relacionados a mudanças climáticas. O objetivo foi estimular pesquisas referentes a impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas naturais e humanos; medidas para adaptação com ênfase em recursos hídricos e seus usos; estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação no Brasil; e modelos matemáticos atmosféricos e hidrológicos em escala local e regional. 
Os trabalhos selecionados foram divididos por duas linhas temáticas. A primeira é de previsão e avaliação dos impactos associados à mudança do clima. A segunda é relativa à análise dos impactos associados à mudança do clima em outros setores e sobre povos e comunidades vulneráveis. No lançamento da Chamada foram previstos R$ 6,7 milhões para os projetos – sendo R$ 4 milhões da ANA e o restante do MCTIC – cuja liberação dos recursos ficou por conta do CNPq.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Audiência sobre serviço de adução de água da transposição termina em 2 de julho

Audiência sobre serviço de adução de água da transposição termina em 2 de julho

Publicado29/06/2018 17h35Última modificação29/06/2018 17h54
Zig Koch / Banco de Imagens ANARio São Francisco (AL)
Rio São Francisco (AL)
Até 2 de julho, segunda-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA) receberá sugestões, em audiência pública não presencial, para a minuta (rascunho) de resolução sobre a implementação de indicadores para permitir a avaliação do serviço de adução de água bruta. Esta função será exercida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), operadora federal do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF), também conhecido como transposição do São Francisco.
Na página de audiências públicas da ANA estão disponíveis a minuta da resolução que a instituição editará sobre o tema e a minuta do anexo deste normativo. Também há uma nota técnica da Agência a respeito do assunto. Com estas informações, os interessados em participar poderão enviar suas propostas tanto por meio da página de audiências quanto pelo serviço de e-Protocolo.
De acordo com a atual minuta da resolução, a proposta da ANA é que haja cinco indicadores de avaliação da prestação do serviço de adução de água bruta pela operadora federal do PISF. São eles: fornecimento de água, qualidade da água, disponibilidade de medição confiável, índice de eficiência energética e perdas totais. O documento também estabelece que até 1º de janeiro de 2021 a viabilidade dos indicadores estará sob avaliação.
Na minuta do anexo I da proposta de resolução está o detalhamento dos cinco indicadores, contendo informações, como: objetivo de cada um, unidade de medida, forma de medição, início da vigência, periodicidade para revisão dos parâmetros, periodicidade de cálculo ou aferição, órgão fiscalizador, entre outras.
PISF
O PISF busca levar água do Velho Chico a 12 milhões de pessoas em 390 municípios no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, estados vulneráveis à seca. O Projeto também tem o objetivo de beneficiar 294 comunidades rurais às margens dos canais. O empreendimento abrange a construção de 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, nove subestações de 230 quilowatts, 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão e quatro túneis. 
Com o PISF o rio São Francisco deverá garantir o abastecimento de água desde grandes centros urbanos da região, como: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Crato (CE), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Mossoró (RN). Centenas de pequenas e médias cidades inseridas no Semiárido deverão ser beneficiadas com a água do Velho Chico, priorizando a política de desenvolvimento regional sustentável.
No Eixo Norte, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco passam pelos seguintes municípios: Cabrobó, Salgueiro, Terranova e Verdejante, em Pernambuco; Penaforte, Jati, Brejo Santo, Mauriti e Barro, no Ceará; São José de Piranhas, Monte Horebe e Cajazeiras, na Paraíba. Já no Eixo Leste, o empreendimento atravessa os municípios pernambucanos de Floresta, Custódia, Betânia e Sertânia; e a cidade paraibana de Monteiro. 
Rio São Francisco
O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG), e chega a sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800km, passando por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A área possui 503 municípios e engloba parte do Semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% dessa região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco.