quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Seleção de pessoal para AGEVAP recebe inscrições até dia 30 de outubro.

Seleção de pessoal para AGEVAP recebe inscrições até 30 de outubro


Zig Koch / Banco de Imagens ANARio Paraíba do Sul (RJ)
Rio Paraíba do Sul (RJ)
A Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) está com inscrições abertas, até 30 de outubro, para processo seletivo para 12 vagas de nível superior na instituição. As oportunidades são para especialista administrativo (4) e especialista administrativo – área de conhecimento Comunicação (1), cuja remuneração é de R$ 4.003,96. Também há sete vagas para especialista em recursos hídricos, cargo com salário de R$ 5.281,89. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, em regime de dedicação exclusiva regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Segundo o edital do Processo Seletivo AGEVAP nº 01/2018, as inscrições podem ser realizadas até as 23h59 do próximo dia 30 exclusivamente por meio da página da Associação Educacional Dom Bosco (AEDB): www.aedb.br/concursos/agevap. O valor da taxa de inscrição é de R$ 89,50 e os candidatos devem observar a formação exigida para cada um dos três cargos oferecidos. A AGEVAP é a entidade delegatária das funções de agência de água na bacia do rio Paraíba do Sul, principal manancial da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 
Em 16 de dezembro, das 13h às 17h, em Resende (RJ), acontecerão as provas da seleção para todos os cargos, sendo uma delas objetiva e a outra de redação técnica. Ambas são eliminatórias e classificatórias. Também está prevista a apresentação de currículo e comprovação de títulos, sendo esta avaliação de caráter classificatório. A divulgação do resultado final está prevista para 15 de janeiro de 2019 e a convocação dos aprovados para quatro dias depois. 
A critério da AGEVAP os contratados poderão ser alocados na sede da instituição, em Resende, ou nas unidades descentralizadas em Itaperuna (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Nova Friburgo (RJ), Petrópolis (RJ), Seropédica (RJ), Volta Redonda (RJ), Juiz de Fora (MG) ou Cataguases (MG). Os selecionados também deverão ter disponibilidade para viagens dentro da área de atuação da AGEVAP e outras localidades de acordo com as demandas da entidade delegatária. 
Agências de água
As agências de água integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e a sua criação deve ser solicitada pelo comitê de bacia hidrográfica e autorizada pelo respectivo conselho de recursos hídricos. A viabilidade financeira de uma agência deve ser assegurada pela cobrança pelo uso de recursos hídricos em sua área de atuação. 
Enquanto as agências de água, que atuam como braço executivo dos comitês, não estiverem constituídas, os conselhos de recursos hídricos podem delegar, por prazo determinado, o exercício de funções de competência das agências para organizações sem fins lucrativos – estas são as entidades delegatárias. Saiba mais sobre as agências de água.
A bacia do Paraíba do Sul
A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área de aproximadamente 62.074km² e abrange 184 municípios, sendo 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a 1.800 metros de altitude. O curso d’água percorre 1.150km, passando por Minas, até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra (RJ). Os principais usos da água na bacia são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica. Saiba mais sobre a bacia do Paraíba do Sul.
Cronograma da seleção 
Tabela_AGEVAO

Seminário de encerramento do Interágua debate legado do programa para o Setor

Seminário de encerramento do Interáguas debate legado do programa para o Setor

Instituído em 2012 para articular e coordenar órgãos públicos que atuam no setor de água, o Interáguas será encerrado este mês. Em sete anos, o Programa Intersetorial de Desenvolvimento do Setor Águas, que contou com financiamento do Banco Mundial, viabilizou inéditas e integradoras ações da Agência Nacional de Águas e dos ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional e das Cidades. O portifólio do Interáguas foi tema do Seminário PROGRAMA INTERÁGUAS – Contextualização e Avaliação (programação aqui) nos dias 26 e 27 de setembro na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), apoiador do Programa.
As ações do Programa são ainda mais relevantes devido a diversos quadros de escassez hídrica no Brasil nos últimos anos, que podem ser agravados pelos processos de mudanças climáticas”, disse o diretor e Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Marcelo Cruz.
O Atlas Esgotos, que mapeou todos os municípios brasileiros com a oferta dos serviços, o caminho do esgoto e o tipo de tecnologia utilizada para tratar a carga orgânica, é um dos programas do Interáguas. O Atlas, que resultou ainda em o aplicativo Água e Esgotos, que disponibiliza essas informações gratuitamente em smartphones, foi um dos temas das apresentações na quinta-feira.
Outros programas coordenados pela ANA são o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), que inclui o desenvolvimento de um indicador de segurança hídrica, junto com o Ministério da Integração; e a Avaliação Hidrogeológica dos Sistemas Aquíferos Cársticos e Fissuro-Cársticos na Região Hidrográfica do São Francisco. O estudo, que envolveu os estados que dividem a região hidrográfica, teve o objetivo de desenvolver estratégias para a gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
“Pela primeira vez está sendo desenvolvido um indicador de segurança hídrica que é baseado em quatro dimensões: humana, que se refere, por exemplo, à população e ao risco a que ela está exposta; econômica, sobre os usos dos recursos hídricos; resiliência, que está relacionado, por exemplo, à reservação de água  e variação de chuvas, entre outros fatores; e ecossistêmica, como a qualidade da água e o manejo de rejeitos. Esses indicadores vão ajudar a identificar as obras estratégicas necessárias para aumentar a segurança hídrica do País”, explicou Sergio Ayrimoraes sobre o PNSH, previsto para ser finalizada até o início do próximo ano. 
Estruturado a partir de três eixos de atuação: Gestão dos Recursos Hídricos; Água, Irrigação e Gestão de Desastres e Defesa Civil; e Abastecimento de Água e Saneamento e Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado, o Interáguas estimulou a atuação conjunta dos órgãos participantes, um dos fatores destacados no Seminário.
Por meio do Interáguas, o Brasil estruturou, ao longo de sete anos, um conjunto de ações para fortalecer a gestão integrada de recursos hídricos. Entre elas, além das já citadas, a ampla avaliação do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), a adequação de empreendimentos da União à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), a estruturação de planos estaduais de agricultura irrigada e de recursos hídricos, e a estruturação de diretrizes para um Plano Nacional de Reuso de Efluentes Sanitários Tratados, a estruturação de novos manuais de proteção e defesa civil e o desenvolvimento de estudos para avaliar a viabilidade de energias eólica e solar na integração do rio São Francisco com o Nordeste Setentrional.
Os conhecimentos gerados nos sete anos de funcionamento do programa serão disponibilizados no site do Interáguas, para estimular a continuidade dos programas e a concretização de políticas públicas futuras.

Pesquisadores apresentam resultados de estudos sobre mudanças climáticas

Pesquisadores apresentam resultados de estudos sobre mudanças climáticas

Zig Koch / Banco de Imagens ANAGado ilhado no Pantanal (MS) durante período de cheia.
Gado ilhado no Pantanal (MS) durante período de cheia.
De 1º a 4 de outubro, acontece em Brasília a 3ª Oficina de Trabalho Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos. O objetivo é identificar os principais avanços e impactos dos 35 projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas, selecionados por meio do Edital CAPES/ANA nº 19/2015 e da Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015. O encontro é realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 
Durante a 3ª Oficina, no auditório do CNPq, representantes dos projetos selecionados terão a oportunidade de apresentar os resultados finais e os avanços obtidos nos quase 3 anos de trabalho. O evento também proporciona o intercâmbio entre as instituições de pesquisa que desenvolvem os projetos sobre mudanças climáticas, além de um espaço de diálogo entre os pesquisadores e os representantes dos órgãos públicos envolvidos nas seleções. 
Os projetos de pesquisa selecionados abordam os impactos da mudança do clima sobre os sistemas naturais e humanos, medidas de adaptação com ênfase em recursos hídricos e usos da água, além de estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação do Brasil. Estes projetos de pesquisa se encerram até o fim do ano. 
Entre segunda e quarta-feira, os representantes dos 35 projetos terão um espaço de 20 a 40 minutos cada para apresentar os resultados das pesquisas sobre mudanças climáticas. A programação tem apresentações de pesquisadores de universidades das cinco regiões do País e de instituições nacionais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Na manhã da próxima quinta-feira, 4 de outubro, haverá uma discussão sobre os resultados apresentados, uma avaliação do evento e o encerramento da 3ª Oficina. 
Edital ANA/CAPES 
Através do Edital CAPES/ANA nº 18/2015, lançado em outubro daquele ano, as duas instituições buscaram apoiar a pesquisa científica e tecnológica em mudanças climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos. A área temática específica contemplada por esta seleção foi a de “Desenvolvimento de Modelos Global e Regional do Sistema Terrestre e Geração de Cenários de Mudanças Climáticas e de Usos da Terra Voltados ao Fornecimento de Projeções de Alterações de Comportamentos Hidrológicos”. 
O Edital foi voltado a pesquisadores de instituições de ensino superior (IES) ou instituições de pesquisa brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos e com programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela CAPES com áreas de concentração ou linhas de pesquisa nas áreas de Mudanças Climáticas e Hidrologia. Também puderam participar cursos dirigidos aos temas contemplados no edital ou instituições que apresentaram projeto viável de implantação de pós-graduação stricto sensu nas linhas de pesquisa mencionadas. 
Chamada MCTI/CNPq/ANA
Também em outubro de 2015, foi lançada a Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015 para selecionar propostas para apoio financeiro a projetos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação relacionados a mudanças climáticas. O objetivo foi estimular pesquisas referentes a impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas naturais e humanos; medidas para adaptação com ênfase em recursos hídricos e seus usos; estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação no Brasil; e modelos matemáticos atmosféricos e hidrológicos em escala local e regional. 
Os trabalhos selecionados foram divididos por duas linhas temáticas. A primeira é de previsão e avaliação dos impactos associados à mudança do clima. A segunda é relativa à análise dos impactos associados à mudança do clima em outros setores e sobre povos e comunidades vulneráveis. No lançamento da Chamada foram previstos R$ 6,7 milhões para os projetos – sendo R$ 4 milhões da ANA e o restante do MCTIC – cuja liberação dos recursos ficou por conta do CNPq.